Pará: Alepa aprova lei que responsabiliza agressores por tornozeleiras
Novo projeto exige que agressores de mulheres paguem por dispositivos de monitoramento

Em resumo
- O que aconteceu
- A Alepa aprovou um projeto que obriga agressores de mulheres a pagarem pelas tornozeleiras eletrônicas. A proposta agora aguarda sanção da governadora Hana Ghassan.
- Onde aconteceu
- Assembleia Legislativa do Pará, Belém, Pará
- Quem foi afetado
- A nova lei impacta agressores de mulheres, que terão que arcar com os custos das tornozeleiras. Também afeta mulheres em situação de violência, que não terão ônus financeiro.
- Impactos
- A medida busca fortalecer a proteção às mulheres e reduzir os custos para o Estado com danos a dispositivos de monitoramento. Os recursos arrecadados serão usados para melhorar a estrutura penitenciária.
- Situação atual
- O projeto foi aprovado por unanimidade e agora aguarda a sanção da governadora. A implementação da lei poderá iniciar em breve, reforçando a política de proteção às mulheres no Pará.
# Pará: Alepa aprova lei que responsabiliza agressores por tornozeleiras eletrônicas
A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou um projeto inovador que determina que agressores de mulheres arcarão com os custos das tornozeleiras eletrônicas utilizadas em medidas protetivas. A proposta, enviada pelo governo estadual, foi aprovada em turno único e agora aguarda a sanção da governadora Hana Ghassan (MDB). Essa medida visa fortalecer a proteção às mulheres em situações de violência doméstica e garantir que o ônus financeiro não recaia sobre as vítimas ou seus dependentes.
Responsabilidade dos agressores
Além de agressores, a nova legislação também se aplica a investigados, acusados e condenados que utilizem monitoramento eletrônico. O projeto estabelece que, em casos de danos, perda ou extravio dos dispositivos, a responsabilidade de ressarcimento será do monitorado. Os valores arrecadados com essas cobranças serão direcionados ao Fundo Penitenciário do Estado, contribuindo para a modernização da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
- A lei abrange:
- Agressores de mulheres em medidas protetivas;
- Investigados e acusados que utilizem tornozeleiras;
- Responsabilidade financeira por danos aos dispositivos.
Com a nova legislação, o governo busca corrigir os custos gerados por danos a dispositivos de monitoramento, que, segundo a Seap, somaram 1.473 perdas entre novembro de 2023 e fevereiro de 2025. Essa aprovação representa um avanço significativo na proteção das mulheres e no controle do sistema de monitoramento no Pará.
Impactos sociais e financeiros
A medida foi aprovada por unanimidade, refletindo um consenso em torno da importância de proteger as mulheres em situação de vulnerabilidade. A proposta não apenas busca reduzir os custos para o Estado com danos a dispositivos de monitoramento, mas também assegura que as mulheres não sejam penalizadas financeiramente por atos de violência.
Os valores arrecadados com o ressarcimento dos agressores serão aplicados em ações de modernização e fortalecimento da estrutura da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Isso inclui melhorias na gestão do sistema de monitoramento e a implementação de novas tecnologias.
Conscientização e identificação
O projeto também prevê a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras eletrônicas na cor rosa, como forma de identificação pública e conscientização social em casos de violência contra a mulher. Essa iniciativa busca não apenas o controle dos agressores, mas também a sensibilização da sociedade sobre a gravidade da violência doméstica e familiar.
A justificativa do governo destaca que a medida está alinhada à Lei Maria da Penha, reforçando a política pública de proteção às mulheres. A aprovação do projeto, que incluiu emendas para garantir maior clareza e conscientização, representa um passo importante na luta contra a violência de gênero no Brasil.
Com a sanção da governadora, a implementação da lei poderá iniciar em breve, reforçando a política de proteção às mulheres no Pará. Essa ação é um exemplo de como a legislação pode ser utilizada para promover a segurança e a dignidade das mulheres, contribuindo para um ambiente mais seguro e justo para todos.
Conclusão
A aprovação da lei pela Alepa é um marco importante na proteção das mulheres no Pará. A responsabilidade financeira dos agressores por tornozeleiras eletrônicas representa um avanço significativo no combate à violência doméstica e f
Perguntas Frequentes
Qual é o objetivo da nova lei aprovada pela Alepa?
O objetivo da nova lei é responsabilizar agressores de mulheres pelo custo das tornozeleiras eletrônicas utilizadas em medidas protetivas, garantindo que o ônus financeiro não recaia sobre as vítimas ou seus dependentes.
Quem está sujeito à responsabilidade financeira pela tornozeleira eletrônica?
A responsabilidade financeira se aplica a agressores de mulheres em medidas protetivas, além de investigados e acusados que utilizem monitoramento eletrônico.
O que acontece se a tornozeleira eletrônica for danificada ou perdida?
Caso a tornozeleira eletrônica seja danificada, perdida ou extraviada, a responsabilidade de ressarcimento será do monitorado, ou seja, do agressor ou investigado que a utiliza.
Como os valores arrecadados com o ressarcimento serão utilizados?
Os valores arrecadados com o ressarcimento dos agressores serão direcionados ao Fundo Penitenciário do Estado, contribuindo para a modernização da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e melhorias no sistema de monitoramento.
Qual é a importância da cor rosa das tornozeleiras eletrônicas?
A cor rosa das tornozeleiras eletrônicas foi escolhida como forma de identificação pública e conscientização social sobre a violência contra a mulher, promovendo um maior reconhecimento e discussão sobre o tema.


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