Alerj aprova banheiros neutros, mas oposição questiona legalidade
Projeto visa regulamentar espaços para pessoas trans e não binárias no RJ

Em resumo
- O que aconteceu
- A Alerj aprovou um projeto de lei para a criação de banheiros neutros no estado. A proposta recebeu 29 votos favoráveis e segue para o governador.
- Onde aconteceu
- Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, RJ
- Quem foi afetado
- O projeto impacta pessoas trans não redesignadas e não binárias, garantindo espaços de uso exclusivo. A oposição, liderada pela deputada Dani Balbi, critica a proposta por considerá-la discriminatória.
- Impactos
- Se sancionado, o projeto pode criar um ambiente segregado para pessoas trans, aumentando o risco de discriminação. A medida também pode gerar reações legais e sociais, refletindo tensões sobre direitos de gênero.
- Situação atual
- O projeto aguarda a decisão do governador Ricardo Couto. A oposição já se mobiliza para recorrer à Justiça caso a lei seja sancionada.
# Alerj Aprova Banheiros Neutros, Mas Oposição Questiona Legalidade
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, um projeto de lei que regulamenta a criação de banheiros e vestiários neutros. A proposta, de autoria da deputada Índia Armelau (PL), recebeu 29 votos a favor e 13 contra. Agora, o texto aguarda a análise do governador Ricardo Couto, que pode sancioná-lo ou vetá-lo.
Objetivos do Projeto
O projeto visa garantir espaços de uso para pessoas trans não redesignadas e não binárias. Com isso, busca-se proporcionar segurança e privacidade para esse público. Segundo a deputada Armelau, a medida também tem como objetivo proteger mulheres em banheiros convencionais de possíveis violadores.
- Os banheiros neutros deverão atender a critérios de acessibilidade.
- Devem contar com fraldário, vaso sanitário infantil e lavatório adequado.
- Restrição de acesso: pessoas cisgênero não poderão utilizar os espaços.
Durante a tramitação, Armelau enfatizou que a proposta visa defender as mulheres, afirmando que um dos objetivos é evitar que homens usem banheiros femininos para cometer crimes.
Emendas Aprovadas
A votação do projeto resultou na aprovação de 35 emendas. Dentre elas, uma proposta do deputado Rosenverg Reis (MDB) excluiu templos religiosos da obrigatoriedade de adaptação. Além disso, outra emenda, apresentada pelos deputados Bruno Dauaire (União) e Anderson Moraes (PL), autoriza a criação de uma linha de crédito pela AgeRio para ajudar micro, pequenas e médias empresas nas adequações necessárias.
Críticas da Oposição
A aprovação do projeto gerou reações adversas entre parlamentares da oposição. A deputada Dani Balbi (PCdoB) enviou um ofício ao governador pedindo o veto integral, alegando que o texto é inconstitucional. Para Balbi, a proposta pode institucionalizar a segregação de pessoas trans nos espaços públicos.
Ela destacou que a proposta fere princípios constitucionais, como dignidade da pessoa humana e igualdade. Balbi afirmou: “Transformar banheiros e vestiários em instrumentos de segregação é cruel e inconstitucional.”
A deputada também apresentou uma emenda para impedir que estabelecimentos proíbam pessoas trans e não binárias de usar banheiros de acordo com sua identidade de gênero, mas essa proposta não foi incorporada ao texto final.
Possíveis Consequências
Se sancionado, o projeto pode criar um ambiente segregado para pessoas trans, aumentando o risco de discriminação e constrangimento. A oposição já se mobiliza para recorrer à Justiça caso a lei seja sancionada, citando ações judiciais contra legislações semelhantes em municípios fluminenses.
- Em Petrópolis, uma norma que restringia o uso de banheiros conforme o “sexo biológico” foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
- A deputada Dani Balbi e lideranças locais foram responsáveis pela ação que resultou na suspensão.
A situação reflete tensões sobre direitos de gênero e pode gerar reações legais e sociais significativas, à medida que a discussão sobre a inclusão e respeito à identidade de gênero continua a ganhar destaque no Brasil. Para mais informações sobre questões legais e direitos humanos, confira o artigo sobre Flávio Dino exige planos de combate a incêndios em 10 dias.
Perguntas Frequentes
O que são banheiros neutros aprovados pela Alerj?
Banheiros neutros são espaços destinados ao uso de pessoas trans não redesignadas e não binárias, visando garantir segurança e privacidade. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e aguarda a sanção do governador.
Qual é o objetivo principal do projeto de lei sobre banheiros neutros?
O principal objetivo do projeto é proporcionar segurança e privacidade para pessoas trans e não binárias, além de proteger mulheres em banheiros convencionais de possíveis violadores. A proposta também busca atender a critérios de acessibilidade.
Quais emendas foram aprovadas junto ao projeto de banheiros neutros?
Dentre as 35 emendas aprovadas, uma exclui templos religiosos da obrigatoriedade de adaptação e outra autoriza a criação de uma linha de crédito pela AgeRio para ajudar micro, pequenas e médias empresas nas adequações necessárias.
Quais são as críticas da oposição ao projeto de banheiros neutros?
A oposição, representada pela deputada Dani Balbi, argumenta que o projeto é inconstitucional e pode institucionalizar a segregação de pessoas trans. Ela defende que a proposta fere princípios constitucionais como dignidade da pessoa humana e igualdade.
Quais podem ser as consequências da sanção do projeto de lei?
Se sancionado, o projeto pode criar um ambiente segregado para pessoas trans, aumentando o risco de discriminação e dificultando o acesso a espaços públicos de acordo com a identidade de gênero.


%252Fhttps%253A%252F%252Fi.s3.glbimg.com%252Fv1%252FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%252Finternal_photos%252Fbs%252F2026%252Fh%252F9%252F7I9XNMTnqqQEW4PmE9Lw%252Fpenitenciaria-buriti-lopes.jpeg&w=3840&q=95)