Flávio Bolsonaro pede a Trump classificação de facções como terroristas
Lula evita o tema em encontro com o presidente dos EUA na Casa Branca

Em resumo
- O que aconteceu
- Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump e solicitou a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas. Lula, em encontro anterior, não abordou o tema.
- Onde aconteceu
- Casa Branca, Washington, D.C.
- Quem foi afetado
- O pedido de Flávio Bolsonaro pode impactar a relação entre Brasil e EUA, além de influenciar a segurança pública no país. Lula e seu governo estão preocupados com as repercussões dessa classificação.
- Impactos
- A possível inclusão das facções na lista de terroristas pode resultar em ações mais severas dos EUA no Brasil. Isso gera apreensão sobre a soberania nacional e a segurança interna.
- Situação atual
- Atualmente, o governo brasileiro resiste à pressão dos EUA para classificar as facções como terroristas. O debate sobre a definição de terrorismo no Brasil continua, com implicações para a política interna e externa.
# Flávio Bolsonaro solicita a Trump a classificação de facções como terroristas
Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se reuniu com Donald Trump na Casa Branca e fez um pedido significativo: a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. Essa demanda pode ter repercussões profundas nas relações entre Brasil e Estados Unidos, além de impactar a segurança pública no país.
Contexto da Solicitação
O encontro ocorreu no dia 26 de setembro e, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não abordou o tema em sua reunião com Trump em maio, Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para levantar a questão. Ele argumentou que a classificação das facções como terroristas permitiria ações mais rigorosas dos EUA, especialmente no combate ao narcotráfico.
A proposta de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas já circulava desde 2025, quando o governo Trump começou a intensificar suas ações contra o narcotráfico na América Latina. A Casa Branca considera o combate ao tráfico de drogas uma questão de segurança nacional e já tomou medidas contra cartéis em outros países da região.
Implicações da Classificação
A inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas poderia resultar em:
- Ações mais severas dos EUA no Brasil;
- Aumento da pressão sobre o governo brasileiro;
- Preocupações com a soberania nacional e a segurança interna.
O governo brasileiro, por sua vez, resiste a essa pressão. A avaliação no Palácio do Planalto é de que tal classificação poderia abrir caminho para intervenções mais drásticas por parte dos EUA, incluindo operações militares, como já ocorreu em outros contextos internacionais.
Resistência do Governo Brasileiro
Em maio de 2025, o chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos EUA, David Gamble, fez um apelo ao governo brasileiro para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, mas o pedido foi negado. O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira.
A Lei Antiterrorismo, sancionada em 2016, define terrorismo como atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito racial, o que dificulta a categorização das facções criminosas sob essa legislação.
O Papel da Política Externa
A pressão dos EUA sobre o Brasil para classificar essas facções como terroristas reflete uma estratégia mais ampla de combate ao narcotráfico na América Latina. O governo americano já tem colaborado com países da região em operações de combate ao tráfico e busca estabelecer uma rede de apoio para enfrentar essas organizações.
O debate sobre a definição de terrorismo no Brasil continua a ser um tema polêmico, com implicações diretas para a política interna e externa do país. A relação entre Brasil e EUA está em um momento delicado, e a solicitação de Flávio Bolsonaro pode complicar ainda mais esse cenário.
Em resumo, a solicitação de Flávio Bolsonaro a Donald Trump para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas não apenas destaca a tensão entre os dois países, mas também levanta questões sobre a segurança pública e a soberania nacional brasileira. O desdobramento desse pedido será crucial para o futuro das relações bilaterais e para a política de segurança no Brasil.
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Perguntas Frequentes
Por que Flávio Bolsonaro pediu a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas?
Flávio Bolsonaro acredita que a classificação das facções como terroristas permitiria ações mais rigorosas dos EUA no combate ao narcotráfico, além de fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na segurança pública.
Quais seriam as consequências da inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas?
A inclusão poderia resultar em ações mais severas dos EUA no Brasil, aumento da pressão sobre o governo brasileiro e preocupações com a soberania nacional, além de potencialmente abrir caminho para intervenções mais drásticas por parte dos EUA.
Como o governo brasileiro reagiu ao pedido de Flávio Bolsonaro?
O governo brasileiro tem resistido à pressão para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, argumentando que essas facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira.
O que diz a Lei Antiterrorismo brasileira sobre a definição de terrorismo?
A Lei Antiterrorismo, sancionada em 2016, define terrorismo como atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito racial, o que dificulta a categorização do PCC e do CV como grupos terroristas.
Qual foi a posição do governo dos EUA sobre a classificação do PCC e do CV?
O governo dos EUA, através de seu Departamento de Sanções, já havia solicitado a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, mas esse pedido foi negado pelo governo brasileiro em 2025.


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