Brasil registra 3.642 homicídios de mulheres em 2024; queda de 6,7%

Atlas da Violência revela redução, mas alerta para subnotificação de casos

G1 — Política
📍 Alagoas
Brasil registra 3.642 homicídios de mulheres em 2024; queda de 6,7%
Compartilhar:WhatsAppX/Twitter@eobrasilnoticias

Em resumo

O que aconteceu
Em 2024, o Brasil registrou 3.642 homicídios de mulheres, uma redução de 6,7% em relação a 2023. O Atlas da Violência 2026 aponta uma tendência de queda desde 2014.
Onde aconteceu
Os dados abrangem todo o território nacional, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, onde as taxas de homicídio são mais elevadas.
Quem foi afetado
As mulheres, especialmente as negras, são as principais vítimas da violência letal no Brasil. A socióloga Samira Bueno destaca que a subnotificação pode ocultar assassinatos não identificados.
Impactos
Apesar da queda nos homicídios, a violência doméstica permanece estável, com 35,2% das mortes ocorrendo dentro de casa. A situação exige atenção contínua das autoridades e da sociedade.
Situação atual
Embora a taxa de homicídios tenha diminuído, a preocupação com a subnotificação e a violência doméstica persiste. Os próximos passos incluem a necessidade de políticas públicas mais eficazes e um melhor registro das ocorrências.

# Brasil registra 3.642 homicídios de mulheres em 2024; queda de 6,7%

O Brasil contabilizou 3.642 homicídios de mulheres em 2024, o que representa uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres. Os dados, extraídos do Atlas da Violência 2026, indicam uma queda de 6,7% em relação a 2023, refletindo uma tendência de redução que se observa desde 2014. Contudo, o aumento de mortes com causa indeterminada gera preocupações sobre a subnotificação de homicídios femininos, exigindo uma análise cuidadosa dos números.

Dados e tendências

O Atlas da Violência, um relatório anual produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta uma tendência de queda nos assassinatos de mulheres ao longo da última década. Desde 2014, a taxa de homicídios femininos caiu 27,7%.

Apesar da diminuição, a socióloga Samira Bueno, diretora do FBSP, alerta para o aumento das mortes registradas como “causa indeterminada”, que cresceu 23,8% entre 2023 e 2024. Esses casos podem incluir assassinatos que não foram corretamente identificados, o que levanta a questão da subnotificação.

Regiões mais afetadas

As regiões Norte e Nordeste do Brasil apresentam as maiores taxas de homicídio de mulheres. Os estados com os índices mais elevados são:

  • Roraima (12,6 por 100 mil habitantes)
  • Rondônia (5,7)
  • Ceará (5,7)
  • Bahia (5,4)
  • Pernambuco (5,4)

Em contraste, São Paulo se destacou como o estado com a menor taxa, registrando 1,5 homicídio por 100 mil mulheres, com uma trajetória de queda consistente desde 2014. Outros estados que também apresentaram taxas abaixo da média nacional incluem:

  • Acre (2,8)
  • Amapá (2,5)
  • Distrito Federal (2,2)
  • Rio de Janeiro (2,9)
  • Rio Grande do Norte (2,8)
  • Santa Catarina (2,2)
  • Sergipe (2,2)

Violência doméstica

Um dado alarmante é que 35,2% das mortes violentas de mulheres ocorreram dentro de suas residências, percentual que se manteve estável em comparação a 2023. Essa constatação revela a persistência da violência doméstica, que continua a ser uma questão crítica no Brasil.

Embora os números gerais de homicídios de mulheres tenham diminuído, a preocupação com a subnotificação e a violência doméstica se mantém. A situação exige atenção contínua das autoridades e da sociedade, além de políticas públicas mais eficazes para combater essa realidade.

Conclusão

Em resumo, o Brasil registrou uma queda nos homicídios de mulheres em 2024, mas a análise dos dados deve ser feita com cautela. A subnotificação e o aumento das mortes com causa indeterminada são questões que não podem ser ignoradas. O cenário exige um compromisso renovado para garantir a segurança e a proteção das mulheres no país.

Perguntas Frequentes

Qual foi o número de homicídios de mulheres registrados no Brasil em 2024?

O Brasil registrou 3.642 homicídios de mulheres em 2024, o que representa uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres.

Houve alguma mudança nas taxas de homicídios femininos em relação a 2023?

Sim, houve uma queda de 6,7% nos homicídios de mulheres em 2024 em comparação a 2023, refletindo uma tendência de redução que se observa desde 2014.

Quais regiões do Brasil têm as maiores taxas de homicídio de mulheres?

As regiões Norte e Nordeste do Brasil apresentam as maiores taxas de homicídio de mulheres, com Roraima, Rondônia, Ceará, Bahia e Pernambuco sendo os estados com os índices mais elevados.

Qual é a porcentagem de mortes violentas de mulheres que ocorrem dentro de casa?

35,2% das mortes violentas de mulheres ocorreram dentro de suas residências, indicando a persistência da violência doméstica no Brasil.

O que está causando preocupação em relação aos homicídios femininos?

O aumento das mortes registradas como 'causa indeterminada', que cresceu 23,8% entre 2023 e 2024, gera preocupações sobre a subnotificação de homicídios femininos.

Compartilhar:WhatsAppX/Twitter@eobrasilnoticias