Operação no Paraná mira PMs envolvidos em corrupção e tráfico de armas
Nove policiais militares e um civil são investigados por esquema ilegal na fronteira
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Em resumo
- O que aconteceu
- O Gaeco deflagrou uma operação contra um esquema de corrupção envolvendo nove PMs e um policial civil no Paraná. Os agentes são acusados de cobrar propina e desviar mercadorias.
- Onde aconteceu
- Cidades de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste, Paraná.
- Quem foi afetado
- Os envolvidos incluem nove policiais militares e um policial civil, além de transportadores que foram alvo de abordagens irregulares. A população local também é impactada pela corrupção na segurança pública.
- Impactos
- A operação pode desmantelar uma rede de corrupção que compromete a segurança na fronteira. Além disso, a investigação pode revelar outros crimes relacionados ao tráfico de armas e mercadorias.
- Situação atual
- Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e a análise de celulares e documentos apreendidos está em andamento. O Gaeco busca identificar outros envolvidos e rastrear a movimentação financeira do grupo.
# Operação no Paraná mira PMs envolvidos em corrupção e tráfico de armas
Uma operação do Gaeco, deflagrada nesta quinta-feira (28), investiga um esquema de corrupção que envolve nove policiais militares e um policial civil no Oeste do Paraná. Os agentes são suspeitos de cobrar propina para garantir um 'passe livre' a mercadorias contrabandeadas do Paraguai, além de desviar eletrônicos de alto valor.
Mandados de Busca e Apreensão
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste. A investigação teve início após relatos de um transportador que denunciou a prática ilegal dos policiais, afirmando que teve celulares desviados em uma abordagem irregular.
O Gaeco informou que os policiais utilizavam viaturas e a estrutura da corporação para realizar abordagens em veículos que transportavam mercadorias do Paraguai. Em troca de propina, que chegava a R$ 300 por veículo, os policiais garantiam a passagem das mercadorias sem fiscalização.
Desvio de Mercadorias e Crimes Relacionados
Além da cobrança de propina, parte das mercadorias era desviada, especialmente eletrônicos. Esses itens não eram encaminhados aos órgãos competentes e eram utilizados em benefício próprio pelos policiais.
De acordo com a promotora Juliana Stofela da Costa, a investigação revelou que os policiais militares atuam em Céu Azul e o policial civil em Vera Cruz do Oeste. Eles são acusados de:
- Corrupção passiva
- Peculato
- Falsidade ideológica
- Comércio ilegal de armas de fogo
Operações Clear Sky e Vera Cruz
As operações Clear Sky e Vera Cruz foram realizadas pelos núcleos do Gaeco de Cascavel e Foz do Iguaçu. No total, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades mencionadas. Além disso, a Polícia Civil do Paraná está conduzindo um procedimento investigativo para apurar a conduta do policial civil na esfera administrativa.
As investigações também revelaram o uso de drones e câmeras clandestinas para monitorar a movimentação policial e aduaneira na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. Esses equipamentos foram instalados em locais estratégicos, permitindo o acompanhamento em tempo real das operações de fiscalização.
Possíveis Intermediações Ilegais
Os integrantes do grupo investigado também são suspeitos de utilizar a estrutura policial para prestar serviços de segurança armada de forma irregular em uma propriedade rural na Bahia. Além disso, há indícios de intermediação e venda ilegal de armas e munições através de aplicativos de mensagens.
Celulares, documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação estão sendo analisados pelo Gaeco. Essa análise é crucial para identificar outros envolvidos, rastrear a movimentação financeira do grupo e apurar os ganhos obtidos com os crimes.
A operação contou com o apoio do 6º Batalhão da Polícia Militar e das corregedorias das Polícias Militar e Civil do Paraná. A expectativa é que esta investigação ajude a desmantelar uma rede de corrupção que compromete a segurança pública na região.
Impactos na Segurança Pública
A operação do Gaeco pode ter um impacto significativo na segurança pública da região, uma vez que a corrupção entre os agentes de segurança compromete a confiança da população nas instituições. A continuidade das investigações pode revelar outros crimes e levar a novos desdobramentos no combate à corrupção e ao tráfico de armas.
Fique atento para mais atualizações sobre este caso e outros desdobramentos na segurança pública, como as ações da Polícia Civil em São Paulo e o pacto contra crime organizado firmado pelo MP e Receita Federal.
Perguntas Frequentes
Quais policiais estão envolvidos na operação no Paraná?
A operação investiga nove policiais militares e um policial civil no Oeste do Paraná, suspeitos de corrupção e tráfico de armas.
O que motivou a investigação do Gaeco?
A investigação começou após um transportador denunciar que teve celulares desviados por policiais durante uma abordagem irregular.
Como os policiais garantiam a passagem de mercadorias contrabandeadas?
Os policiais cobravam propina de até R$ 300 por veículo para permitir a passagem de mercadorias contrabandeadas do Paraguai sem fiscalização.
Quais crimes os policiais são acusados de cometer?
Os policiais são acusados de corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica e comércio ilegal de armas de fogo.
Que tipo de tecnologia foi utilizada nas investigações?
As investigações revelaram o uso de drones e câmeras clandestinas para monitorar a movimentação policial e aduaneira na fronteira entre Brasil e Paraguai.


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