Delegado de Fernando de Noronha será julgado por tentativa de homicídio
Luiz Alberto Braga de Queiroz atirou em morador durante evento na ilha

Em resumo
- O que aconteceu
- O delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz foi acusado de tentativa de homicídio após atirar em Emmanuel Apory. O incidente ocorreu durante um evento na ilha, resultando na amputação da perna da vítima.
- Onde aconteceu
- Fernando de Noronha, Pernambuco, Brasil.
- Quem foi afetado
- Emmanuel Apory, um ambulante local, foi gravemente ferido e perdeu a perna devido ao disparo. O caso gerou grande repercussão na comunidade e levantou questões sobre a conduta policial.
- Impactos
- O caso impactou a confiança da população nas autoridades locais e gerou debates sobre a violência policial. A decisão de levar o delegado a júri popular é vista como um passo importante para a justiça.
- Situação atual
- Atualmente, o delegado está afastado de suas funções, mas foi autorizado a retornar a atividades administrativas. O julgamento pelo Tribunal do Júri está agendado, e a defesa planeja recorrer da decisão judicial.
# Delegado de Fernando de Noronha será julgado por tentativa de homicídio
A Justiça de Pernambuco decidiu que o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio. O caso envolve um disparo que resultou na amputação da perna do ambulante Emmanuel Apory, ocorrido em maio de 2025, durante um evento de samba no Forte dos Remédios. Essa decisão foi assinada pelo juiz Rogério Lins e gera grande repercussão na comunidade local.
O Caso
Emmanuel Apory, um ambulante da ilha, foi gravemente ferido após ser atingido por um tiro disparado pelo delegado. O incidente aconteceu durante uma festa, e a acusação alega que o delegado agiu motivado por ciúmes. A defesa, por outro lado, afirma que Luiz Alberto agiu em legítima defesa. A gravidade do caso levou à amputação da perna da vítima, o que levantou questões sobre a conduta das autoridades policiais na região.
- Data do incidente: Maio de 2025
- Local: Forte dos Remédios, Fernando de Noronha
- Vítima: Emmanuel Apory, ambulante local
Atualmente, o delegado está afastado de suas funções, mas a Justiça autorizou seu retorno a atividades administrativas na Secretaria de Defesa Social (SDS). No entanto, ele continua proibido de realizar atividades de campo, plantões, investigações e atendimento ao público. Além disso, o porte e a posse de arma de fogo do delegado foram suspensos.
Repercussão e Expectativas
A decisão de levar o caso a júri popular é vista como um passo importante para a justiça, especialmente considerando a confiança da população nas autoridades locais. O advogado de Emmanuel Apory, Anderson Flexa, expressou satisfação com a decisão judicial, afirmando que é fundamental que o delegado seja julgado. “Os jurados vão avaliar a conduta do policial, acusado de atirar em um morador da ilha e não prestar socorro. Queremos justiça para Emmanuel”, disse Flexa.
Por outro lado, a defesa do delegado, representada pelos advogados José Augusto Branco e Hélcio França, manifestou que a decisão apresenta contradições e que pretende recorrer. Eles argumentam que a própria decisão reconhece falhas na cadeia de custódia das provas, mas ainda assim, decidiu pelo julgamento. A defesa sustenta que não há elementos suficientes para levar Luiz Alberto a júri popular, defendendo que ele agiu em legítima defesa.
Impactos na Comunidade
O caso gerou um intenso debate sobre a violência policial e a confiança nas instituições de segurança pública em Fernando de Noronha. A população local está atenta ao desdobramento do julgamento, que poderá influenciar a percepção sobre a atuação das autoridades na ilha. A expectativa é que o Tribunal do Júri analise todos os aspectos do caso, garantindo que a justiça seja feita.
A situação continua a ser monitorada, e o julgamento está agendado para os próximos meses. A comunidade aguarda ansiosamente por um desfecho que possa trazer algum tipo de reparação para Emmanuel Apory e restabelecer a confiança nas forças de segurança da região.
Além disso, casos de violência policial têm sido recorrentes em diversas partes do Brasil, como evidenciado em PMs confundem pedreiros com traficantes e causam tragédia no Rio. A sociedade civil está cada vez mais atenta a esses episódios, exigindo maior responsabilidade das autoridades. Outro caso que chamou a atenção foi o de um fisiculturista acusado de agressão, que também levanta questões sobre a violência e a segurança pública no país.
Perguntas Frequentes
Qual é o motivo do julgamento do delegado de Fernando de Noronha?
O delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz será julgado por tentativa de homicídio, após disparar um tiro que resultou na amputação da perna do ambulante Emmanuel Apory durante um evento em maio de 2025.
O que a defesa do delegado alega sobre o incidente?
A defesa do delegado afirma que ele agiu em legítima defesa e que não há elementos suficientes para levá-lo a júri popular, argumentando que a decisão judicial apresenta contradições e falhas na cadeia de custódia das provas.
Qual foi a reação da comunidade local ao caso?
A decisão de levar o caso a júri popular gerou grande repercussão na comunidade local, sendo vista como um passo importante para a justiça e a confiança da população nas autoridades locais.
O que aconteceu com o delegado após o incidente?
Após o incidente, o delegado foi afastado de suas funções, mas a Justiça autorizou seu retorno a atividades administrativas, embora ele esteja proibido de realizar atividades de campo, plantões, investigações e atendimento ao público.
Qual é a expectativa do advogado da vítima em relação ao julgamento?
O advogado de Emmanuel Apory expressou satisfação com a decisão de levar o caso a júri popular, afirmando que é fundamental que o delegado seja julgado para que os jurados avaliem sua conduta ao atirar em um morador da ilha e não prestar socorro.


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