GDF recorre ao STF para liberar empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB
Governadora Celina Leão busca derrubar entrave fiscal imposto pela União

Em resumo
- O que aconteceu
- O GDF entrou com uma ação no STF para derrubar um entrave da União que bloqueia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB. A classificação fiscal do DF, que caiu para C, impede garantias da União em novas operações de crédito.
- Onde aconteceu
- Distrito Federal, Brasil
- Quem foi afetado
- O Banco de Brasília (BRB) e seus beneficiários, incluindo servidores públicos e programas sociais, estão diretamente afetados pela restrição. A situação impacta também a saúde fiscal do Distrito Federal.
- Impactos
- A impossibilidade de realizar o empréstimo pode comprometer a operação do BRB, que movimenta cerca de R$ 3 bilhões em benefícios e atende a 440 mil beneficiários. A falta de recursos pode resultar em consequências graves para a economia local e nacional.
- Situação atual
- Atualmente, a governadora Celina Leão aguarda a decisão do STF após a audiência com representantes do governo federal. O prazo para recomposição dos índices de capital do BRB, estipulado pelo Banco Central, termina em 29 de maio.
# GDF recorre ao STF para liberar empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB
O Governo do Distrito Federal (GDF) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar uma restrição da União que pode bloquear um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). A ação busca suspender a classificação fiscal imposta pela Secretaria do Tesouro Nacional, que atualmente impede a União de atuar como garantidora em novas operações de crédito. A governadora Celina Leão se reuniu com representantes do governo federal para discutir a situação e buscar uma solução conciliatória.
Situação Atual
A ação do GDF visa derrubar um entrave que se tornou um obstáculo significativo para a obtenção do empréstimo. A classificação fiscal do DF caiu para C, o que limita a possibilidade de garantias da União em novas operações de crédito. Essa restrição é especialmente preocupante, pois a nota C impede a União de atuar como avalista, algo que é permitido apenas para entes com notas A ou B.
A governadora Celina Leão argumenta que essa classificação impede o avanço de uma operação necessária para recompor os índices de capital do BRB, conforme exigido pelo Banco Central. A situação é crítica, uma vez que o prazo para a recomposição dos índices termina em 29 de maio.
Reunião no STF
Na tarde desta quarta-feira, Celina Leão participou de uma audiência no STF com representantes do governo federal. O encontro foi conduzido pelo ministro Luiz Fux, relator da ação. O Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestaram interesse em buscar uma solução conciliatória durante a reunião.
O GDF formalizou o pedido de socorro ao BRB em abril, solicitando garantias da União para a contratação do empréstimo. O objetivo é reforçar o capital do banco público, que enfrenta dificuldades financeiras devido a prejuízos relacionados a operações com o Banco Master e à Operação Compliance Zero.
Impactos do Empréstimo
A falta do empréstimo pode ter consequências severas para o BRB e, consequentemente, para a economia do Distrito Federal. O banco é responsável por:
- Operar 25 programas sociais do DF;
- Movimentar cerca de R$ 3 bilhões em benefícios;
- Fazer o pagamento de aproximadamente 210 mil servidores públicos;
- Atender quase 440 mil beneficiários de programas distritais;
- Conceder mais de R$ 32 bilhões em crédito.
A inviabilização das atividades do BRB pode resultar em graves consequências para todo o País, segundo a peça enviada ao Supremo. O GDF argumenta que a nota C foi definida por uma diferença mínima de 0,27 ponto percentual no indicador de “poupança corrente”, que mede a saúde fiscal do ente federativo.
Conclusão
A situação do BRB e a classificação fiscal do Distrito Federal são questões que merecem atenção. O GDF espera que a decisão do STF possa abrir caminho para a liberação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões, essencial para a recuperação do banco e a continuidade dos serviços prestados à população. A expectativa é que a audiência e as discussões com o governo federal resultem em uma solução que beneficie tanto o BRB quanto os cidadãos do Distrito Federal.
Para mais informações, veja também o artigo sobre como GDF e União avançam em acordo no STF para socorro ao BRB e a declaração de Durigan sobre o BRB terá crédito com apoio de bancos e garantia do GDF.
Perguntas Frequentes
Por que o GDF está recorrendo ao STF?
O GDF está recorrendo ao STF para contestar uma restrição da União que impede a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A ação busca suspender a classificação fiscal que limita a atuação da União como garantidora em novas operações de crédito.
Qual é a situação fiscal do Distrito Federal?
A classificação fiscal do Distrito Federal caiu para C, o que impede a União de atuar como avalista em novas operações de crédito. Essa classificação é um obstáculo significativo para a obtenção do empréstimo necessário ao BRB.
Quais são as consequências da falta do empréstimo para o BRB?
A falta do empréstimo pode ter consequências severas para o BRB, afetando sua capacidade de operar 25 programas sociais, movimentar R$ 3 bilhões em benefícios e pagar aproximadamente 210 mil servidores públicos. Isso pode impactar negativamente a economia do Distrito Federal.
O que foi discutido na reunião no STF?
Na reunião no STF, a governadora Celina Leão e representantes do governo federal discutiram a situação do empréstimo e buscaram uma solução conciliatória. O encontro foi conduzido pelo ministro Luiz Fux, relator da ação.
Qual é o prazo para a recomposição dos índices de capital do BRB?
O prazo para a recomposição dos índices de capital do BRB termina em 29 de maio. A governadora Celina Leão destacou a urgência da situação, dada a necessidade de atender às exigências do Banco Central.



