Ex-padre é condenado a quase 19 anos por abuso sexual de criança no RS

Diego da Silva Correa foi sentenciado por crimes de estupro e posse de material pornográfico infantojuvenil.

G1 — Brasil
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Ex-padre é condenado a quase 19 anos por abuso sexual de criança no RS
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Em resumo

O que aconteceu
Diego da Silva Correa foi condenado a 18 anos e 10 meses de prisão por abuso sexual de uma menina de 9 anos e posse de material pornográfico. A sentença foi proferida pela juíza Andreia da Silveira Machado, que considerou a gravidade dos crimes.
Onde aconteceu
Guaíba, Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Quem foi afetado
A vítima, uma menina de apenas 9 anos, sofreu abusos durante meses. A comunidade local também foi impactada pela quebra de confiança em uma figura religiosa.
Impactos
A condenação de Correa levanta questões sobre a segurança de crianças em ambientes religiosos. O caso também destaca a importância de denúncias e acolhimento de vítimas de abuso.
Situação atual
Diego da Silva Correa permanece preso e não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de justiça, e a defesa do réu ainda não se manifestou.

# Ex-padre condenado a quase 19 anos por abuso sexual de criança no RS

Um ex-padre de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi condenado a 18 anos e 10 meses de prisão por crimes graves de abuso sexual. Diego da Silva Correa, de 44 anos, foi considerado culpado por estupro de vulnerável e por armazenar conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. A decisão da Justiça foi fundamentada em depoimentos da vítima e laudos periciais que confirmaram as acusações.

Detalhes da Condenação

Os abusos ocorreram entre maio e agosto de 2024, na casa paroquial onde o réu se aproveitou da confiança da comunidade e da vulnerabilidade da criança. A juíza Andreia da Silveira Machado, responsável pelo caso, enfatizou a gravidade dos crimes e a falta de cuidado do sacerdote ao manter proximidade com a vítima.

  • Crimes cometidos: Estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo pornográfico.
  • Sentença: 18 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.
  • Status do réu: Já estava preso e não poderá recorrer em liberdade.

A juíza destacou que a palavra da menina, aliada a evidências periciais, foi crucial para a condenação. Ela refutou a defesa do réu, que alegou fragilidade na narrativa da criança. “A revelação de abusos ocorre de forma gradual e depende do ambiente de segurança emocional”, afirmou a magistrada.

Impacto na Comunidade

A condenação de Correa gera preocupações sobre a segurança de crianças em ambientes religiosos. O caso também ressalta a importância de denúncias e apoio às vítimas de abuso. A confiança da comunidade em figuras religiosas foi abalada, levantando questões sobre a proteção de crianças em instituições religiosas.

A juíza também observou que o réu se aproveitou de sua posição de sacerdote para criar um vínculo com a criança, utilizando o contexto de enchentes em 2024 para se aproximar dela. “Não é aceitável que um adulto mantenha relações de intimidade com uma criança desacompanhada de seu responsável”, enfatizou.

O Caso em Detalhes

Diego da Silva Correa foi preso preventivamente em dezembro de 2024, após ser detido em flagrante em novembro do mesmo ano. Na ocasião, a polícia apreendeu pen drives contendo material de abuso sexual. Ele foi solto em audiência de custódia, mas a Arquidiocese de Porto Alegre o afastou de suas funções imediatamente após as acusações.

A investigação teve início quando a menina foi retirada da guarda da mãe por suspeitas de maus-tratos. Ao ser acolhida por uma familiar, ela relatou os abusos sofridos. Segundo as apurações, o ex-padre acompanhava a criança no banho e dormia com ela na casa paroquial.

O processo que resultou na condenação tramita em segredo de justiça. A defesa de Diego da Silva Correa ainda não se manifestou sobre a decisão.

Conclusão

A condenação de Diego da Silva Correa é um alerta sobre a segurança de crianças em ambientes religiosos e a necessidade de vigilância e denúncia de abusos. A Justiça demonstrou firmeza em proteger as vítimas e responsabilizar os agressores, reforçando a importância de um ambiente seguro para as crianças. Para mais informações sobre casos de abuso, veja também o caso de um homem preso em Cabo Frio por estupro de ex-companheira e menina de 5 anos e a justiça que nega pedido de insanidade mental de fisiculturista acusado de agressão.

Perguntas Frequentes

Qual foi a condenação do ex-padre Diego da Silva Correa?

Diego da Silva Correa foi condenado a 18 anos e 10 meses de prisão por estupro de vulnerável e por armazenar conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.

Quando ocorreram os abusos cometidos pelo ex-padre?

Os abusos ocorreram entre maio e agosto de 2024, na casa paroquial onde o réu se aproveitou da confiança da comunidade e da vulnerabilidade da criança.

Qual foi a posição da juíza sobre a evidência apresentada no caso?

A juíza Andreia da Silveira Machado destacou que a palavra da vítima, juntamente com evidências periciais, foi crucial para a condenação, refutando a defesa do réu que alegou fragilidade na narrativa da criança.

Como a comunidade reagiu à condenação do ex-padre?

A condenação gerou preocupações sobre a segurança de crianças em ambientes religiosos e abalou a confiança da comunidade em figuras religiosas, ressaltando a importância de denúncias e apoio às vítimas de abuso.

O que aconteceu com Diego da Silva Correa após as acusações?

Diego da Silva Correa foi preso preventivamente em dezembro de 2024, após ser detido em flagrante em novembro do mesmo ano, e a Arquidiocese de Porto Alegre o afastou de suas funções imediatamente após as acusações.

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