Ex-secretário de Educação denuncia desvio de R$ 100 milhões em Cuiabá
Amauri Monge alega 'pedalada fiscal' para cobrir despesas da prefeitura

Em resumo
- O que aconteceu
- Amauri Monge, ex-secretário de Educação de Cuiabá, denunciou um desvio de mais de R$ 100 milhões. Ele alegou que os recursos foram utilizados para cobrir despesas da prefeitura, configurando uma 'pedalada fiscal'.
- Onde aconteceu
- Cuiabá, Mato Grosso
- Quem foi afetado
- Fornecedores da Educação, incluindo empresas de uniformes e serviços terceirizados, estão sem receber. A situação financeira pode levar algumas delas à falência.
- Impactos
- A denúncia pode afetar a credibilidade da gestão municipal e a confiança da população na administração pública. A falta de pagamento a fornecedores compromete serviços essenciais na Educação.
- Situação atual
- A Câmara Municipal está investigando as alegações, enquanto a Prefeitura de Cuiabá não se manifestou até o momento. A população aguarda esclarecimentos sobre o uso dos recursos públicos.
# Ex-secretário de Educação denuncia desvio de R$ 100 milhões em Cuiabá
O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, revelou uma grave denúncia: mais de R$ 100 milhões destinados à Educação teriam sido desviados para cobrir despesas da prefeitura. A acusação foi feita durante uma sessão na Câmara Municipal, em um momento de tensão entre os vereadores e o prefeito Abilio Brunini, que já havia levantado suspeitas sobre irregularidades na pasta.
Acusações e 'pedalada fiscal'
Segundo Monge, os recursos, embora contabilizados, não foram utilizados efetivamente no exercício anterior. Ele descreveu a situação como uma 'pedalada fiscal', o que levanta questões sérias sobre a transparência e a responsabilidade fiscal da administração municipal.
“Foi uma pedalada fiscal de mais de R$ 100 milhões. Está tudo documentado na Comissão de Educação da Câmara Municipal”, afirmou o ex-secretário. Ele apresentou documentos que comprovam suas alegações, incluindo relatórios assinados por membros da Secretaria de Fazenda.
- Os recursos foram contabilizados para cumprir o índice constitucional de 25% para a Educação.
- Os pagamentos aos fornecedores não foram realizados.
- Empresas de uniformes e serviços terceirizados estão sem receber desde o ano passado.
Impactos na Educação e fornecedores
A falta de pagamento a fornecedores pode levar empresas sérias à falência, comprometendo serviços essenciais na Educação. Monge destacou que a situação financeira da administração municipal é preocupante e que ele decidiu deixar o cargo por discordar da forma como as finanças estavam sendo geridas.
“Temos que verificar de fato o que está acontecendo. Eu saí porque estava vendo o colapso que ia acontecer, e não é só na Educação”, declarou. A situação gerou um clima de incerteza na Câmara Municipal, onde vereadores discutem as implicações das acusações e a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
Resposta da Prefeitura e próximos passos
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Cuiabá não havia se manifestado sobre as acusações. A população aguarda esclarecimentos sobre como os recursos públicos estão sendo utilizados na Educação. A denúncia de Monge pode afetar a credibilidade da gestão municipal e a confiança da população na administração pública.
Durante seu pronunciamento, o ex-secretário também rebateu acusações de um suposto 'desvio de R$ 80 milhões' e negou qualquer irregularidade em contratos da Secretaria de Educação. Ele classificou as declarações do prefeito como 'irresponsáveis' e defendeu a legalidade das aquisições realizadas durante sua gestão.
Amauri Monge enfatizou que todos os processos de compra passaram por rigorosos controles técnicos e jurídicos, assegurando que as aquisições pedagógicas, incluindo materiais para crianças neurodivergentes, foram feitas a preços abaixo da média de mercado. A situação continua a ser monitorada pela Câmara Municipal, enquanto a população espera por respostas claras sobre o uso dos recursos destinados à Educação em Cuiabá.
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Perguntas Frequentes
O que foi denunciado pelo ex-secretário de Educação de Cuiabá?
O ex-secretário Amauri Monge denunciou que mais de R$ 100 milhões destinados à Educação foram desviados para cobrir despesas da prefeitura. Ele descreveu isso como uma 'pedalada fiscal', onde os recursos foram contabilizados, mas não utilizados efetivamente.
Quais são as consequências do desvio de recursos na Educação?
A falta de pagamento a fornecedores pode levar empresas a falência, comprometendo serviços essenciais na Educação. Isso gera um clima de incerteza e pode impactar diretamente a qualidade do ensino oferecido aos alunos.
Como a Prefeitura de Cuiabá respondeu às acusações?
Até o fechamento da reportagem, a Prefeitura de Cuiabá não havia se manifestado sobre as acusações feitas pelo ex-secretário. A população aguarda esclarecimentos sobre a utilização dos recursos públicos na Educação.
O que é uma 'pedalada fiscal'?
Uma 'pedalada fiscal' refere-se a manobras contábeis que permitem que uma administração pública apresente um cumprimento de metas fiscais, mesmo sem a efetiva realização de despesas. No caso, os recursos foram contabilizados, mas não foram utilizados para os fins destinados.
Quais documentos foram apresentados pelo ex-secretário para comprovar suas alegações?
O ex-secretário Amauri Monge apresentou documentos, incluindo relatórios assinados por membros da Secretaria de Fazenda, que comprovam suas alegações sobre o desvio de recursos e a falta de pagamentos a fornecedores.
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