Relator propõe redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
Fim da escala 6x1 pode ocorrer em até 14 meses após promulgação da PEC

Em resumo
- O que aconteceu
- O relator Léo Prates apresentou um parecer sobre a PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A proposta prevê uma transição de até 14 meses para a implementação das novas regras.
- Onde aconteceu
- Câmara dos Deputados, Brasília, DF
- Quem foi afetado
- A proposta impacta trabalhadores que atualmente seguem a jornada de 44 horas semanais e as empresas que precisam se adaptar às novas regras. Empresários expressaram preocupações sobre o aumento de custos e a competitividade.
- Impactos
- A redução da jornada pode levar a um aumento de custos para os empregadores, afetando a competitividade das empresas. Economistas alertam que a medida deve ser acompanhada por ganhos de produtividade.
- Situação atual
- A PEC está em tramitação na Câmara e deve ser votada em breve. Se aprovada, seguirá para análise no Senado, onde também precisará do apoio de um número mínimo de senadores para ser aprovada.
# Relator propõe redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou um parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta, que também prevê o fim da escala 6x1, garante a manutenção do salário atual durante a transição, que pode durar até 14 meses.
Detalhes da Proposta
A implementação da nova jornada será feita em duas etapas:
- As primeiras duas horas de redução devem ocorrer em até dois meses após a promulgação da PEC.
- As quatro horas totais de redução devem ser concluídas em até 12 meses após a primeira fase.
Além disso, o fim da escala 6x1, que assegura ao menos duas folgas semanais, entrará em vigor 60 dias após a aprovação do texto. A PEC ainda será analisada pela comissão especial da Câmara dos Deputados, com votação prevista para os dias 27 e 28 de setembro.
Votação e Aprovação
Para que a proposta seja aprovada, ela precisa do apoio de pelo menos 308 deputados e 49 senadores. O relator Léo Prates e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estão trabalhando para acelerar a tramitação do projeto, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O período de transição foi um ponto central de discussão, com empresários solicitando mais tempo para se adaptar às novas regras. Inicialmente, o governo se opôs à transição, mas um acordo foi alcançado, permitindo uma implementação gradual.
Impactos da Redução da Jornada
A redução da jornada de trabalho pode ter diversos impactos, tanto positivos quanto negativos. Entre os principais pontos a serem considerados estão:
- Aumento de custos para os empregadores, que podem afetar a competitividade das empresas.
- Necessidade de ganhos de produtividade para compensar a redução de horas trabalhadas.
- Possibilidade de novas negociações entre sindicatos e empresas, já que convenções e acordos coletivos que não se adequarem às novas regras perderão validade automaticamente após 60 dias da promulgação.
Exceções e Casos Especiais
A PEC também prevê que jornadas diferenciadas poderão ser estabelecidas, “excepcionalmente”, por convenção ou acordo coletivo, desde que garantam:
- Dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês.
- O gozo de pelo menos um dos dias de folga em até uma semana de trabalho.
Importante ressaltar que trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham acima de duas vezes e meia o teto do INSS (cerca de R$ 20 mil) não estarão sujeitos às novas regras de jornada e controle de ponto. Essa exclusão visa combater a indústria solicita ao Senado adiamento da PEC sobre jornada 6×1.
Perguntas Frequentes
Qual é a proposta de redução da jornada de trabalho apresentada pelo deputado Léo Prates?
A proposta visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, eliminando a escala 6x1 e garantindo a manutenção do salário atual durante um período de transição de até 14 meses.
Como será a implementação da nova jornada de trabalho?
A implementação ocorrerá em duas etapas: a primeira redução de duas horas deve acontecer em até dois meses após a promulgação da PEC, e as quatro horas totais devem ser concluídas em até 12 meses após a primeira fase.
Quais são os impactos esperados com a redução da jornada de trabalho?
Os impactos incluem aumento de custos para os empregadores, necessidade de ganhos de produtividade para compensar a redução de horas e novas negociações entre sindicatos e empresas, já que acordos coletivos que não se adequarem perderão validade após 60 dias da promulgação.
O que acontecerá com as convenções e acordos coletivos após a promulgação da PEC?
As convenções e acordos coletivos que não se adequarem às novas regras perderão validade automaticamente 60 dias após a promulgação da PEC, o que pode levar a novas negociações entre sindicatos e empresas.
Existem exceções para a nova jornada de trabalho proposta?
Sim, a PEC prevê que jornadas diferenciadas poderão ser estabelecidas por convenção ou acordo coletivo, desde que garantam dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês e pelo menos um dia de folga em até uma semana de trabalho.


