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PM mata pedreiros em São Gonçalo; moradores falam em confusão

Duas vítimas estavam a caminho do trabalho quando foram baleadas pela polícia

G1 — Brasil
📍 Amazonas
PM mata pedreiros em São Gonçalo; moradores falam em confusão
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Em resumo

O que aconteceu
Dois homens foram mortos a tiros pela Polícia Militar em São Gonçalo. Eles estavam a caminho do trabalho quando foram baleados.
Onde aconteceu
São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil.
Quem foi afetado
As vítimas, Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, eram pedreiros. Moradores da região afirmam que eles não eram criminosos.
Impactos
A morte dos pedreiros gerou protestos na comunidade, com fechamento da BR-101. Aulas em escolas locais foram suspensas devido à situação.
Situação atual
A Delegacia de Homicídios investiga o caso e a PM afirma estar colaborando com as apurações. A comunidade exige esclarecimentos sobre a ação policial.

# PM Mata Pedreiros em São Gonçalo: Comunidade em Luto e Protestos

Na manhã desta quarta-feira (27), dois pedreiros foram mortos pela Polícia Militar em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As vítimas, Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, foram baleados enquanto se preparavam para iniciar uma obra na região da Ipuca. Moradores da área afirmam que ambos eram trabalhadores e não tinham envolvimento com o crime, gerando revolta e comoção na comunidade.

Confusão e Lamentações

A prima de Marcelo, que preferiu não se identificar, expressou sua indignação ao afirmar que seu parente não era bandido. Ela descreveu a cena como uma verdadeira tragédia: “Meu primo saindo para trabalhar, não sei se foi Bope, se foi Core, só sei que deram uma rajada de tiro para cima dele. Não foi pouco, não, foi muito tiro”, lamentou.

Os homens estavam a caminho do trabalho com ferramentas e marmitas, prontos para um dia de serviço. A perícia encontrou uma régua de pedreiro a cerca de 150 metros dos corpos, reforçando a ideia de que eles eram trabalhadores.

Ação da PM e Repercussão

A Polícia Militar emitiu uma nota lamentando as mortes e se comprometeu a colaborar com as investigações. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) está à frente do caso. A PM ainda não esclareceu se os agentes estavam usando câmeras corporais durante a operação, e a origem dos disparos permanece incerta.

Após o ocorrido, moradores do Jardim Catarina realizaram protestos, fechando a BR-101, o que resultou em congestionamento e na suspensão de aulas em escolas locais. A situação gerou um clima de tensão e revolta entre os residentes, que exigem respostas sobre a ação policial.

Protestos e Impactos na Comunidade

O fechamento da BR-101 ocorreu por volta das 9h20, quando manifestantes atearam fogo em pneus. Apesar de a situação ter sido inicialmente controlada, a pista ficou totalmente fechada, gerando um congestionamento de cerca de 1 km. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Corpo de Bombeiros e equipes da concessionária Autopista Fluminense atuaram no local para desobstruir a via.

Além disso, a Prefeitura de São Gonçalo informou que algumas unidades de saúde e educação tiveram suas atividades suspensas devido à situação. As aulas na Unidade Municipal de Educação Infantil Augusto de Freitas Lessa e no CIEP 051 Municipalizado Anita Garibaldi foram canceladas nesta manhã.

Exigências da Comunidade

A comunidade de São Gonçalo clama por esclarecimentos sobre a ação da PM e a necessidade de maior transparência nas operações policiais. O caso levanta questões sobre a segurança pública e a relação entre a polícia e a população. A pressão por justiça e respostas continua, enquanto os moradores se reúnem em busca de um fim para a violência e a impunidade.

A tragédia envolvendo Marcelo e Edivan é mais um capítulo na luta por justiça em um Brasil onde a violência policial e a falta de clareza nas ações das autoridades são temas recorrentes. A comunidade espera que as investigações tragam à tona a verdade sobre o que realmente aconteceu naquela manhã fatídica em São Gonçalo.

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Perguntas Frequentes

O que aconteceu em São Gonçalo?

Na manhã do dia 27, dois pedreiros, Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, foram mortos pela Polícia Militar em São Gonçalo, Rio de Janeiro, enquanto se preparavam para trabalhar. A comunidade está em luto e revolta, afirmando que as vítimas eram trabalhadores inocentes.

Qual foi a reação da comunidade após as mortes?

Após as mortes, moradores do Jardim Catarina realizaram protestos, fechando a BR-101 e ateando fogo em pneus. A situação gerou congestionamento e a suspensão de aulas em escolas locais, refletindo a indignação da comunidade.

A Polícia Militar se manifestou sobre o incidente?

Sim, a Polícia Militar emitiu uma nota lamentando as mortes e se comprometeu a colaborar com as investigações. No entanto, ainda não esclareceram se os agentes estavam usando câmeras corporais durante a operação.

O que a perícia encontrou na cena do crime?

A perícia encontrou uma régua de pedreiro a cerca de 150 metros dos corpos, o que reforça a ideia de que Marcelo e Edivan eram trabalhadores e não estavam envolvidos com o crime.

Quais foram os impactos na comunidade após os protestos?

Os protestos resultaram no fechamento da BR-101, causando congestionamento e a suspensão de atividades em algumas unidades de saúde e educação na região. A situação gerou um clima de tensão entre os moradores, que exigem respostas sobre a ação policial.

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