Homem é condenado a 67 anos por feminicídio de esposa e filha em MS
João Augusto Borges assassinou mãe e filha em Campo Grande em 2025

Em resumo
- O que aconteceu
- João Augusto Borges foi condenado a 67 anos de prisão por matar sua esposa e filha. O crime, que envolveu métodos brutais, ocorreu em maio de 2025.
- Onde aconteceu
- Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
- Quem foi afetado
- As vítimas foram Vanessa Eugênio de Medeiros e sua filha, Sophie Eugênio Borges. A tragédia deixou a família devastada e gerou comoção na comunidade.
- Impactos
- O caso destaca a gravidade da violência contra a mulher no Brasil e a necessidade de medidas mais eficazes de proteção. A condenação serve como um alerta sobre os riscos do feminicídio.
- Situação atual
- João Augusto está preso e a defesa planeja recorrer da decisão. O julgamento trouxe à tona questões sobre saúde mental e a proteção de vítimas de violência doméstica.
# Homem é condenado a 67 anos por feminicídio de esposa e filha em MS
João Augusto Borges, de 30 anos, foi sentenciado a 67 anos de prisão por duplo feminicídio, após matar sua esposa, Vanessa Eugênio de Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênio Borges, de apenas 10 meses. O crime brutal ocorreu em maio de 2025, no Bairro Tijuca, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e chocou a comunidade local.
O Crime Chocante
As investigações revelaram que mãe e filha foram mortas dentro da residência da família. De acordo com a polícia, o crime foi cometido com um golpe conhecido como “mata-leão”. Após o assassinato, os corpos foram enrolados em um cobertor e transportados até a região do Indubrasil, onde foram carbonizados.
João Augusto tentou simular o desaparecimento das vítimas. No dia seguinte ao crime, ele foi a uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência, mas o documento não foi finalizado, pois os corpos foram encontrados antes que pudesse ser concluído. Ele foi preso em flagrante logo após a descoberta dos crimes.
Motivos e Defesas
Durante seu depoimento, João Augusto alegou que Vanessa queria se separar e que decidiu cometer o crime para evitar o pagamento de pensão alimentícia. Ele também mencionou estar cansado da rotina com a criança e que já havia compartilhado seu plano com um conhecido.
A defesa do réu argumentou que ele sofre de transtornos mentais e não tinha plena consciência de seus atos no momento do crime. No entanto, o juiz e os jurados rejeitaram essa justificativa, considerando a gravidade dos fatos.
Repercussão e Justiça
O julgamento, realizado no Tribunal do Júri de Campo Grande, foi acompanhado de perto pela família das vítimas, que buscava justiça. Entre os presentes estavam primos de Vanessa, que expressaram sua dor e indignação durante todo o processo.
O advogado de defesa, Willer Almeida, afirmou que a equipe pretende recorrer da decisão, alegando cerceamento de defesa e a falta de uma avaliação adequada da saúde mental do réu. “Cabe a nós buscarmos os recursos cabíveis quando sentimos que há um cerceamento de defesa”, declarou.
Impactos da Condenação
Este caso destaca a alarmante questão da violência contra a mulher no Brasil, evidenciando a necessidade urgente de medidas mais eficazes de proteção. A condenação de João Augusto serve como um alerta sobre os riscos do feminicídio e a importância de se discutir a saúde mental em casos de violência doméstica.
João Augusto permanece preso e, enquanto a defesa se prepara para o recurso, a comunidade reflete sobre a tragédia que abalou suas estruturas. A luta por justiça e proteção às vítimas de violência continua a ser uma prioridade no país.
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Esse caso, além de impactar a família das vítimas, traz à tona discussões sobre a saúde mental e a proteção de mulheres em situações de risco, reforçando a necessidade de um olhar atento e ações efetivas por parte das autoridades. Para mais informações sobre casos de violência e saúde mental, veja o artigo sobre a Justiça nega pedido de insanidade mental de fisiculturista acusado de agressão. Além disso, a discussão sobre a proteção de mulheres em situações de risco é crucial, como evidenciado em outros casos de violência, como o homem de 33 anos preso por estuprar idosa de 81 anos em Alagoas.
Perguntas Frequentes
Qual foi a pena imposta a João Augusto Borges?
João Augusto Borges foi condenado a 67 anos de prisão por duplo feminicídio, após matar sua esposa e sua filha em Campo Grande, MS.
Como o crime foi cometido?
O crime foi cometido com um golpe conhecido como 'mata-leão', e os corpos foram posteriormente carbonizados após serem enrolados em um cobertor.
Quais foram os argumentos da defesa de João Augusto?
A defesa alegou que João Augusto sofre de transtornos mentais e não tinha plena consciência de seus atos no momento do crime, mas essa justificativa foi rejeitada pelo juiz e jurados.
Qual foi a reação da família das vítimas durante o julgamento?
A família das vítimas acompanhou de perto o julgamento e expressou sua dor e indignação ao longo do processo, buscando justiça pela morte de Vanessa e Sophie.
Quais são as implicações deste caso para a sociedade brasileira?
Este caso destaca a alarmante questão da violência contra a mulher no Brasil, evidenciando a necessidade urgente de medidas mais eficazes de proteção e discussão sobre saúde mental em casos de violência doméstica.


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