Dentistas indiciados por lesão corporal após mini lifting facial em pacientes
Mariana Laranja e Nathan Holz não têm habilitação para procedimentos estéticos complexos

Em resumo
- O que aconteceu
- Mariana Laranja e Nathan Holz foram indiciados por lesão corporal após realizar mini lifting facial em pacientes. O inquérito aponta que eles não têm aptidão técnica para o procedimento.
- Onde aconteceu
- Vila Velha, Espírito Santo
- Quem foi afetado
- Três mulheres relataram complicações e deformidades após os procedimentos realizados pelos dentistas. As vítimas enfrentam sequelas permanentes.
- Impactos
- A situação levanta questões sobre a regulamentação de procedimentos estéticos por dentistas no Brasil. O caso pode impactar a confiança do público em profissionais da área.
- Situação atual
- A defesa de Mariana Laranja afirma que ela possui registro regular como especialista. O Ministério Público solicitou perícias técnicas complementares para dar continuidade à investigação.
# Dentistas Indiciados por Lesão Corporal Após Mini Lifting Facial em Pacientes
Um inquérito revelou que os dentistas Mariana Laranja e Nathan Holz, do Espírito Santo, foram indiciados por lesão corporal culposa. Pacientes relataram deformidades após procedimentos de mini lifting facial realizados por eles. A situação levanta preocupações sobre a regulamentação de cirurgias estéticas por dentistas no Brasil.
O Caso
Mariana Barros Laranja Roeder, de 44 anos, e seu sobrinho Nathan Laranja Roeder Holz, de 25 anos, são acusados de causar graves sequelas em três mulheres após a realização de mini lifting facial. Esse procedimento cirúrgico envolve incisões na face e reposicionamento de tecidos, visando o rejuvenescimento facial.
As vítimas enfrentam complicações permanentes e relataram deformidades significativas. A investigação aponta que os dentistas não possuem a aptidão técnica necessária para realizar procedimentos cirúrgicos invasivos, o que gerou o indiciamento por lesão corporal.
Regulamentação e Proibições
Até março de 2026, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) proibia dentistas de realizarem lifting e mini lifting facial. Essa proibição estava prevista na resolução nº 230 do conselho. Somente em março de 2026, a resolução n° 286 reconheceu a cirurgia estética orofacial como especialidade odontológica, permitindo que dentistas realizassem esses procedimentos, desde que possuam habilitação específica.
Atualmente, não há dentistas habilitados para realizar cirurgias estéticas faciais no Espírito Santo, conforme afirmado por Luciene Martins, dentista e integrante da Câmara Técnica do Conselho Regional de Odontologia (CRO-ES).
A Defesa dos Dentistas
A defesa de Mariana Laranja argumenta que ela possui registro regular como especialista em Harmonização Orofacial e que atua dentro de sua área de especialização. Mariana afirmou que realiza cirurgias de mini lifting há dois anos, com uma média de um procedimento por dia. Ela sustenta que os riscos são inerentes ao procedimento e que agiu dentro da legalidade.
O Ministério Público, por sua vez, já solicitou perícias técnicas complementares para dar continuidade à investigação. A situação é delicada e pode impactar a confiança do público em profissionais da área.
Impactos e Consequências
Esse caso levanta questões importantes sobre a regulamentação de procedimentos estéticos no Brasil. A falta de dentistas habilitados para realizar cirurgias faciais pode gerar insegurança entre os pacientes que buscam esses serviços. Além disso, a situação pode afetar a imagem dos dentistas e a credibilidade da profissão.
O Brasil possui cerca de 469 mil dentistas registrados, mas a ausência de regulamentação clara para procedimentos estéticos pode levar a complicações como as enfrentadas pelas vítimas. A sociedade aguarda desdobramentos sobre essa investigação e a possível reavaliação das normas que regem a atuação dos dentistas em procedimentos cirúrgicos.
Com a crescente popularidade de procedimentos estéticos, é essencial que os profissionais da saúde bucal estejam devidamente capacitados e regulamentados para garantir a segurança dos pacientes. A atenção do público e das autoridades está voltada para o desenrolar deste caso, que pode redefinir a prática odontológica no Brasil.
Artigos relacionados disponíveis:
1. "Dentistas indiciados por lesão corporal após complicações em mini lifting facial" — https://www.eobrasil.com.br/noticia/meu-rosto-ficou-com-duas-feridas-abertas-diz-paciente-apos-procedimento-estetico-com-dentista-indici-2026-05-27
Resumo: Pacientes de uma clínica em Vila Velha, no Espírito Santo, enfrentaram complicações severas após procedimentos de mini lifting facial.
Perguntas Frequentes
Quais são as consequências legais para os dentistas indiciados por lesão corporal?
Os dentistas Mariana Laranja e Nathan Holz foram indiciados por lesão corporal culposa, o que pode resultar em penalidades legais, incluindo multas e possíveis restrições na prática profissional. A investigação ainda está em andamento, e o Ministério Público solicitou perícias técnicas complementares.
Os dentistas podem realizar mini lifting facial legalmente no Brasil?
Até março de 2026, dentistas estavam proibidos de realizar lifting e mini lifting facial, conforme a resolução nº 230 do Conselho Federal de Odontologia. A partir de março de 2026, a resolução n° 286 reconheceu a cirurgia estética orofacial como especialidade odontológica, mas atualmente não há dentistas habilitados para esses procedimentos no Espírito Santo.
Quais complicações as vítimas enfrentaram após os procedimentos?
As vítimas relataram deformidades significativas e complicações permanentes após os mini liftings faciais realizados pelos dentistas. Essas complicações levantam preocupações sobre a aptidão técnica dos profissionais para realizar procedimentos cirúrgicos invasivos.
O que a defesa dos dentistas argumenta sobre os procedimentos realizados?
A defesa de Mariana Laranja argumenta que ela possui registro regular como especialista em Harmonização Orofacial e que atua dentro de sua área de especialização. Ela afirma que realiza cirurgias de mini lifting há dois anos e que os riscos são inerentes ao procedimento.
Como a situação pode impactar a confiança do público em dentistas?
Esse caso pode gerar insegurança entre os pacientes em relação à capacidade dos dentistas de realizar procedimentos estéticos. A falta de dentistas habilitados e as complicações relatadas podem afetar a confiança do público na profissão e na segurança dos procedimentos estéticos realizados por dentistas.
