Exoneração de ex-secretário de Educação de MG é investigada pela CGE
Contratação de R$ 348 milhões para materiais didáticos gera polêmica

Em resumo
- O que aconteceu
- Rossieli Soares foi exonerado após uma investigação da CGE sobre um contrato de R$ 348 milhões. A denúncia inicial ocorreu em dezembro de 2025.
- Onde aconteceu
- As investigações estão sendo conduzidas em Minas Gerais, na Assembleia Legislativa do Estado.
- Quem foi afetado
- Rossieli Soares, ex-secretário de Educação, e a empresa Fazer Educação, contratada para fornecer materiais didáticos.
- Impactos
- A exoneração gera incertezas sobre a continuidade do contrato e levanta questões sobre a legalidade do processo. A situação pode afetar a confiança na gestão pública.
- Situação atual
- As investigações da CGE continuam, com previsão de conclusão em até 60 dias. O ex-secretário afirma estar tranquilo quanto à legalidade de suas ações.
# Exoneração de Ex-Secretário de Educação de MG é Investigada pela CGE
A exoneração de Rossieli Soares, ex-secretário de Educação de Minas Gerais, ocorreu em 27 de abril e está relacionada a uma investigação da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O foco da apuração é um contrato de R$ 348,4 milhões para a aquisição de materiais didáticos. A denúncia que deu início a essa investigação foi feita em dezembro de 2025, e a CGE já emitiu relatórios sobre o caso.
Detalhes da Investigação
Durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a controladora-geral do estado, Marcela Oliveira Ferreira Dias, informou que a investigação começou após uma denúncia feita por um servidor público em 16 de dezembro de 2025. Em 9 de janeiro, a CGE emitiu um primeiro relatório preliminar e, em 27 de abril, um segundo relatório foi apresentado ao governador Mateus Simões (PSD).
A exoneração de Rossieli Soares foi anunciada no mesmo dia em que o segundo relatório foi entregue. Isso levanta questões sobre a gravidade das conclusões que levaram à sua demissão e à continuidade do contrato em questão.
Contrato em Questão
A deputada Beatriz Cerqueira (PT) questionou a continuidade do contrato, que já recebeu cerca de R$ 170 milhões, apesar das investigações em andamento. O contrato, assinado em 23 de dezembro, visa a aquisição e distribuição de aproximadamente 3,5 milhões de livros para alunos e professores do ensino fundamental e médio.
Um ponto controverso é que essa contratação foi realizada sem licitação, utilizando uma ata de registro de preços criada em São Paulo. Isso permite que o governo Câmara avança com PEC que estabelece jornada de 40 horas semanais
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Perguntas Frequentes
Por que Rossieli Soares foi exonerado do cargo de secretário de Educação de MG?
Rossieli Soares foi exonerado em 27 de abril de 2026, em meio a uma investigação da Controladoria-Geral do Estado (CGE) relacionada a um contrato de R$ 348,4 milhões para a aquisição de materiais didáticos. A exoneração ocorreu no mesmo dia em que um segundo relatório da CGE foi apresentado ao governador.
Qual é o valor do contrato investigado pela CGE?
O contrato em questão é no valor de R$ 348,4 milhões e visa a aquisição e distribuição de aproximadamente 3,5 milhões de livros para alunos e professores do ensino fundamental e médio em Minas Gerais.
Quando a investigação sobre o contrato foi iniciada?
A investigação começou após uma denúncia feita por um servidor público em 16 de dezembro de 2025. A CGE emitiu um primeiro relatório preliminar em 9 de janeiro de 2026.
Por que a deputada Beatriz Cerqueira questionou a continuidade do contrato?
A deputada Beatriz Cerqueira questionou a continuidade do contrato porque, apesar das investigações em andamento, o contrato já recebeu cerca de R$ 170 milhões. Isso levanta preocupações sobre a legalidade e a transparência do processo.
O contrato foi firmado com licitação?
Não, o contrato foi realizado sem licitação, utilizando uma ata de registro de preços criada em São Paulo, o que gerou controvérsias sobre a sua legalidade e a forma como foi conduzido.


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