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Turista colombiana é denunciada por racismo na Rocinha após episódio com capoeiristas

Capoeiristas relatam tentativa de ofensa durante apresentação cultural no Rio de Janeiro

G1 — Brasil
📍 Amapá
Turista colombiana é denunciada por racismo na Rocinha após episódio com capoeiristas
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Em resumo

O que aconteceu
Durante uma apresentação de capoeira na Rocinha, uma turista colombiana tentou colocar uma banana na sacola de doações dos artistas. O ato foi interpretado como racista e gerou indignação entre os capoeiristas.
Onde aconteceu
Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, Brasil.
Quem foi afetado
Os capoeiristas da Rocinha, que se sentiram ofendidos pelo ato da turista. O capoeirista Rhian Gerônimo Martins da Silva, conhecido como Nescau, relatou a situação e a indignação do grupo.
Impactos
O episódio reacende discussões sobre racismo e preconceito no Brasil, especialmente em contextos turísticos. A repercussão do caso pode impactar a imagem do turismo na comunidade e gerar um debate mais amplo sobre respeito e inclusão.
Situação atual
O caso foi registrado na Delegacia da Rocinha e está sendo investigado pela Polícia Civil. As imagens do incidente estão sendo analisadas para apurar as circunstâncias e possíveis responsabilidades.

# Turista colombiana é denunciada por racismo na Rocinha

Um incidente de racismo envolvendo uma turista colombiana na Rocinha, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro, gerou indignação entre capoeiristas locais. O episódio ocorreu durante uma apresentação cultural na terça-feira (26), quando a mulher tentou colocar uma banana na sacola de doações dos artistas. O ato foi registrado por câmeras de segurança e, desde então, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil como injúria por preconceito.

O que aconteceu?

Durante a roda de capoeira, a turista, que fazia parte de um grupo de 14 colombianos, tentou colocar uma banana na sacola destinada às contribuições do público. O capoeirista Rhian Gerônimo Martins da Silva, conhecido como Nescau, estava recolhendo as doações no momento e imediatamente retirou a sacola. Ele relatou que, inicialmente, ninguém entendeu a situação, mas logo ficou claro que o gesto era ofensivo.

  • Data do incidente: 26 de setembro
  • Local: Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro
  • Denunciante: Grupo de capoeiristas da Rocinha

Nescau expressou sua indignação: “Ficamos sem reação, tentando entender o que estava acontecendo. Depois, percebemos a gravidade da situação.” A repercussão do caso reacende discussões sobre racismo e preconceito no Brasil, especialmente em contextos turísticos, como evidenciado por outro caso recente em que uma vereadora de Praia Grande foi acusada de racismo.

Repercussão e investigação

Após o incidente, o guia de turismo Jefferson Barros foi alertado pelos capoeiristas. Ele se mostrou surpreso e imediatamente retirou o grupo do local, explicando à turista que seu ato era uma ofensa e um crime de racismo. "Chamei o grupo para descer e sair do local. Expliquei para ela que aquilo era uma ofensa", afirmou Barros.

Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher deixando o local sorrindo, o que causou ainda mais revolta entre os capoeiristas. Nescau comentou: “Ela ainda tentou tirar uma foto comigo e me cumprimentar. O sentimento é de nojo.” Outro capoeirista, Samuel Deivison Ramos, conhecido como Thlla, também expressou sua frustração: “Estamos ali para proporcionar uma experiência positiva e vir alguém para fazer isso é desanimador.”

O que vem a seguir?

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na Delegacia da Rocinha e as imagens estão sendo analisadas para apurar as circunstâncias e responsabilidades. Este incidente ocorre poucos meses após outro caso de repercussão envolvendo uma turista argentina que foi indiciada por racismo após ofender funcionários de um bar em Ipanema.

A situação atual destaca a necessidade urgente de discutir o respeito e a inclusão, especialmente em locais turísticos como a Rocinha. O impacto sobre a imagem do turismo na comunidade pode ser significativo, e a sociedade brasileira deve refletir sobre como lidar com atos de racismo e preconceito. Para mais informações sobre questões de segurança, veja também o caso de maus-tratos a gatos em metalúrgica de Fortaleza.

Acompanhe as atualizações sobre este caso e outros assuntos relacionados à segurança e ao respeito nas comunidades brasileiras.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com a turista colombiana na Rocinha?

Uma turista colombiana foi denunciada por racismo após tentar colocar uma banana na sacola de doações de capoeiristas durante uma apresentação cultural na Rocinha. O ato foi considerado ofensivo e gerou indignação entre os artistas locais.

Qual foi a reação dos capoeiristas ao incidente?

Os capoeiristas ficaram inicialmente sem reação, mas logo perceberam a gravidade do gesto da turista. Rhian Gerônimo Martins da Silva, conhecido como Nescau, expressou seu nojo e frustração com a situação.

Como o guia de turismo reagiu ao incidente?

O guia de turismo Jefferson Barros foi alertado pelos capoeiristas e imediatamente retirou o grupo do local. Ele explicou à turista que seu ato era uma ofensa e um crime de racismo.

O que a Polícia Civil está fazendo em relação ao caso?

A Polícia Civil registrou o caso na Delegacia da Rocinha e está investigando o incidente como injúria por preconceito. As imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas.

Qual é a repercussão do caso na sociedade brasileira?

O incidente reacendeu discussões sobre racismo e preconceito no Brasil, especialmente em contextos turísticos. A situação gerou indignação e frustração entre os capoeiristas e a comunidade local.

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