Jovens indígenas do Paraná transformam cultura em arte e resistência

Iniciativa promove oficinas de arte e leilão de obras para apoiar colégio indígena

G1 — Brasil
📍 Amapá
Jovens indígenas do Paraná transformam cultura em arte e resistência
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Em resumo

O que aconteceu
Jovens indígenas da comunidade Tekohá Ocoy estão criando obras de arte que refletem sua cultura. As peças serão leiloadas para arrecadar fundos para o colégio indígena local.
Onde aconteceu
São Miguel do Iguaçu, Paraná, Brasil.
Quem foi afetado
Cerca de 400 alunos do Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo serão beneficiados com a arrecadação. A comunidade Avá-Guarani também se beneficia ao fortalecer sua identidade cultural.
Impactos
O projeto ajuda a melhorar a infraestrutura educacional e promove a valorização da cultura indígena. Além disso, combate estereótipos e aproxima a população não indígena da realidade das comunidades.
Situação atual
As oficinas de arte estão programadas para ocorrer ao longo de 2026. As obras serão apresentadas em uma exposição no Hotel das Cataratas, com leilão previsto para arrecadar fundos para o colégio.

# Jovens indígenas do Paraná transformam cultura em arte e resistência

Na comunidade Tekohá Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, jovens da etnia Avá-Guarani estão expressando sua cultura por meio da arte. O projeto Tembiapo Mandu’a Porã Ndive, que significa "criar a partir de boas memórias" em guarani, promove oficinas de fotografia, cerâmica e pintura. Essas atividades visam não apenas incentivar a criatividade, mas também fortalecer a identidade cultural dos participantes.

Leilão de Arte e Benefícios para a Comunidade

As obras criadas pelos estudantes serão expostas e leiloadas em Foz do Iguaçu. A renda arrecadada será destinada a melhorias no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, que atende cerca de 400 alunos. O professor Gilmar Chamorro destaca a importância da arte na representação da história e cultura Avá-Guarani, afirmando: “A arte vai longe e conta um pouco da nossa história. É uma forma de nos representar.”

O projeto é uma parceria entre a organização Cidades Invisíveis e o Hotel das Cataratas, do grupo Belmond, além de contar com o apoio do Projeto Onças do Iguaçu. Esta iniciativa é uma oportunidade para os jovens se expressarem e mostrarem que as tradições indígenas permanecem vivas nas novas gerações.

Oficinas Artísticas e Desenvolvimento Cultural

Ao longo de 2026, os jovens participarão de diversas oficinas artísticas, incluindo:

  • Fotografia
  • Desenho
  • Muralismo
  • Grafite
  • Cerâmica
  • Pintura em tela

As oficinas são conduzidas por artistas e profissionais convidados pela Cidades Invisíveis, em colaboração com lideranças e professores indígenas da comunidade. Essa abordagem não só desenvolve habilidades artísticas, mas também ajuda a combater estereótipos sobre os povos indígenas.

Gilmar Chamorro ressalta que muitos jovens têm interesse pela arte, mas carecem de oportunidades para desenvolver seu potencial. “Esses projetos ajudam eles a perceberem que têm espaço e algo a oferecer”, afirma o professor.

Aproximação entre Culturas

O cacique e professor Luís Baracá enfatiza que a iniciativa também visa aproximar a população não indígena da realidade das comunidades. “Quem quiser conhecer a cultura indígena precisa chegar nas comunidades, conversar, conhecer a realidade, a dança, o canto e a reza”, explica.

A comunidade Tekohá Ocoy, localizada próxima ao Parque Nacional do Iguaçu, abriga cerca de 900 moradores e é vista como uma das principais áreas de preservação da cultura Avá-Guarani na região Oeste do Paraná. O projeto Tembiapo Mandu’a Porã Ndive representa uma importante ação de valorização cultural e um passo significativo para a inclusão e reconhecimento dos povos indígenas no Brasil.

Conclusão

Através da arte, os jovens da comunidade Tekohá Ocoy estão não apenas preservando suas tradições, mas também criando um futuro mais promissor para si e para sua comunidade. O leilão das obras será uma oportunidade para todos conhecerem e valorizarem a rica cultura Avá-Guarani, além de contribuir para a educação e infraestrutura do colégio local. Essa iniciativa é um exemplo de como a arte pode ser uma poderosa ferramenta de resistência e transformação social.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo do projeto Tembiapo Mandu’a Porã Ndive?

O projeto Tembiapo Mandu’a Porã Ndive visa expressar a cultura Avá-Guarani por meio da arte, promovendo oficinas de fotografia, cerâmica e pintura. Além de incentivar a criatividade, o projeto fortalece a identidade cultural dos jovens participantes.

Como a renda do leilão de arte será utilizada?

A renda arrecadada no leilão de arte será destinada a melhorias no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, que atende cerca de 400 alunos. Isso ajudará a proporcionar melhores condições de aprendizado para os estudantes.

Quais oficinas artísticas estão sendo oferecidas aos jovens?

Os jovens participarão de diversas oficinas artísticas, incluindo fotografia, desenho, muralismo, grafite, cerâmica e pintura em tela. Essas atividades são conduzidas por artistas e profissionais convidados, em colaboração com lideranças indígenas.

Qual é a importância da arte para a comunidade Avá-Guarani?

A arte é fundamental para a comunidade Avá-Guarani, pois representa sua história e cultura. O professor Gilmar Chamorro destaca que a arte é uma forma de representação e ajuda a contar a história do povo indígena.

Como o projeto busca aproximar as culturas indígena e não indígena?

O projeto busca aproximar as culturas promovendo a interação entre a população não indígena e as comunidades indígenas. O cacique Luís Baracá enfatiza a importância de conhecer a realidade, a dança, o canto e a reza das comunidades para uma verdadeira aproximação cultural.

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