Justiça proíbe prática de punição a servidores em Regente Feijó, SP

Prefeitura deve interromper uso do 'banquinho' como forma de castigo

G1 — Brasil
📍 Alagoas
Justiça proíbe prática de punição a servidores em Regente Feijó, SP
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Em resumo

O que aconteceu
A Justiça determinou que a Prefeitura de Regente Feijó cesse a prática de punição conhecida como 'banquinho'. Servidores que desagradavam o prefeito eram afastados e obrigados a permanecer sentados em um banco.
Onde aconteceu
Regente Feijó, São Paulo
Quem foi afetado
Servidores municipais de Regente Feijó foram os principais afetados, com relatos de punições desde 2013. Algumas vítimas ainda estão na ativa, enquanto outras já se aposentaram.
Impactos
A prática irregular não apenas prejudicava os servidores, mas também gerava gastos desnecessários ao erário público. Além disso, a falta de preparo dos substitutos temporários comprometia a eficiência dos serviços.
Situação atual
A decisão judicial foi emitida pelo juiz Marcel Pangoni Guerra, que também pediu a condenação do prefeito por improbidade administrativa. O processo segue em tramitação na Justiça, e a Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente.

# Justiça proíbe prática de punição a servidores em Regente Feijó, SP

A Justiça de São Paulo determinou o fim da prática conhecida como 'banquinho' na Prefeitura de Regente Feijó. Essa decisão foi tomada após investigações do Ministério Público que revelaram que servidores eram afastados de suas funções e forçados a permanecer sentados em um banco de madeira como forma de punição. Essa prática irregular não apenas prejudicava os servidores, mas também gerava custos desnecessários aos cofres públicos.

Ação do Ministério Público

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) conduziu investigações que apontaram para a existência de punições a servidores municipais desde 2013. De acordo com os relatos, servidores que desagradavam o prefeito Marco Rocha eram afastados de suas funções e obrigados a cumprir essa penalidade. Além de ser considerada irregular, essa prática resultava em gastos desnecessários, uma vez que os servidores continuavam recebendo salários sem exercer suas atividades.

  • Afastamento de servidores
  • Punições desde 2013
  • Custos desnecessários ao erário público

A investigação identificou pelo menos dez servidores que relataram ter sido submetidos ao 'banquinho'. Alguns ainda estão em atividade, enquanto outros já se aposentaram. Uma das testemunhas mencionou ter passado cinco anos sob essa punição. Além disso, outros funcionários já haviam buscado a Justiça anteriormente, conseguindo indenizações por danos morais.

Consequências da prática

Outra preocupação levantada pelo Ministério Público foi a falta de preparo dos substitutos temporários que assumiam as funções dos servidores afastados. Muitas vezes, esses substitutos não tinham a qualificação necessária, comprometendo a eficiência dos serviços prestados à população.

Diante desse cenário, a Promotoria pediu a condenação do prefeito Marco Rocha por improbidade administrativa. O juiz Marcel Pangoni Guerra, responsável pela decisão, determinou que a Prefeitura de Regente Feijó cesse imediatamente a prática de punições sem o devido procedimento administrativo, conforme previsto em lei.

Decisão judicial e resposta do prefeito

A decisão liminar do juiz incluiu a proibição de qualquer ação que impeça ou dificulte o desempenho das funções dos servidores. O magistrado enfatizou que a continuidade dessa conduta poderia resultar em prejuízos ainda maiores aos cofres públicos.

O prefeito Marco Rocha foi ouvido durante as investigações e negou as acusações, alegando que se tratam de tentativas de desestabilizá-lo politicamente. A Prefeitura de Regente Feijó ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial, e o processo continua em tramitação na Justiça.

Conclusão

A proibição da prática do 'banquinho' marca um passo importante na proteção dos direitos dos servidores públicos em Regente Feijó. A decisão judicial reflete a necessidade de garantir que todos os trabalhadores tenham condições justas de trabalho, sem punições arbitrárias que comprometam sua dignidade e eficiência. A sociedade aguarda agora as próximas etapas desse processo e a resposta oficial da Prefeitura sobre as medidas que serão adotadas.

Perguntas Frequentes

O que é a prática do 'banquinho' na Prefeitura de Regente Feijó?

A prática do 'banquinho' consiste no afastamento de servidores de suas funções, obrigando-os a permanecer sentados em um banco de madeira como forma de punição. Essa prática foi considerada irregular e prejudicial tanto para os servidores quanto para os cofres públicos.

Qual foi a decisão da Justiça sobre essa prática?

A Justiça de São Paulo determinou o fim da prática do 'banquinho' na Prefeitura de Regente Feijó, proibindo punições sem o devido procedimento administrativo. A decisão foi baseada em investigações do Ministério Público que revelaram a irregularidade dessa conduta.

Desde quando essa prática era realizada?

As punições a servidores municipais na forma do 'banquinho' ocorriam desde 2013, conforme apontaram as investigações do Ministério Público. Vários servidores relataram ter sido submetidos a essa prática ao longo dos anos.

Quais foram as consequências da prática do 'banquinho'?

Além de prejudicar os servidores, a prática gerava custos desnecessários ao erário público, pois os servidores continuavam recebendo salários sem exercer suas funções. Também havia a preocupação com a falta de preparo dos substitutos temporários que assumiam as funções dos servidores afastados.

O que pode acontecer com o prefeito Marco Rocha após essa decisão?

O Ministério Público pediu a condenação do prefeito Marco Rocha por improbidade administrativa devido à prática irregular. A continuidade dessa conduta poderá resultar em sanções legais e administrativas contra ele.

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