Léo Kret é exonerada da Prefeitura de Salvador após investigação de desvios

Ex-vereadora é alvo da 'Operação Sponsor', que investiga fraudes em verbas públicas

G1 — Brasil
📍 Alagoas
Léo Kret é exonerada da Prefeitura de Salvador após investigação de desvios
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Em resumo

O que aconteceu
Léo Kret foi exonerada da Prefeitura de Salvador após ser investigada na 'Operação Sponsor'. A operação apura desvios de verbas públicas destinadas a eventos carnavalescos e à comunidade LGBTI+.
Onde aconteceu
Salvador, Bahia
Quem foi afetado
Além de Léo Kret, Camila do Nascimento Carmo, gerente de Promoção de Direitos e Igualdade LGBT+, também foi exonerada. Outros dois envolvidos, Paulo César Vieira da Silva e Rômulo Lima Fontoura, também foram afastados.
Impactos
Os desvios investigados podem afetar a realização de eventos culturais e sociais em Salvador, impactando a comunidade LGBTI+ e o carnaval na cidade. A exoneração de Kret levanta questões sobre a gestão de recursos públicos.
Situação atual
A investigação continua em andamento, com o Ministério Público apurando os detalhes do esquema. A Prefeitura de Salvador se comprometeu a colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.

# Léo Kret é exonerada da Prefeitura de Salvador após investigação de desvios

A ex-vereadora de Salvador e dançarina Léo Kret foi exonerada de seu cargo na Prefeitura nesta terça-feira (26). A decisão ocorre em meio à investigação da 'Operação Sponsor', que apura desvios de verbas públicas destinadas a eventos carnavalescos e à comunidade LGBTI+.

Exoneração e Afastamentos

A exoneração de Léo Kret foi publicada no Diário Oficial do Município e segue uma determinação da Justiça da Bahia. Além dela, outros três envolvidos também foram afastados:

  • Camila do Nascimento Carmo, gerente de Promoção de Direitos e Igualdade LGBT+;
  • Paulo César Vieira da Silva, presidente da associação Showriso Ação Social (ASAS);
  • Rômulo Lima Fontoura, diretor-geral da ASAS.

As investigações revelaram que mais de R$ 1,1 milhão foram repassados irregularmente, com recursos que deveriam apoiar eventos em 57 bairros e 18 blocos carnavalescos. Os valores foram transferidos via PIX para Léo Kret e outra servidora.

Resposta de Léo Kret

Em resposta às acusações, Léo Kret negou qualquer envolvimento no esquema. Em um vídeo nas redes sociais, ela afirmou que seu nome foi mencionado de forma inadequada. "Todo mundo sabe, a Bahia toda sabe do meu caráter, da minha índole, sabe do meu trabalho com a população", destacou.

A Prefeitura de Salvador, por sua vez, declarou que está colaborando com as investigações para esclarecer os fatos. A gestão municipal se comprometeu a fornecer todas as informações necessárias às autoridades competentes.

Como funcionava o esquema

As investigações indicam que os desvios ocorreram por meio de uma associação de fachada. Os recursos públicos que deveriam ser destinados a eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ foram desviados, beneficiando integrantes da associação.

Os valores deveriam viabilizar eventos em 57 bairros da capital baiana e apoiar 18 blocos carnavalescos durante o carnaval de 2025. A apuração começou após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) receber denúncias de organizadores de eventos e membros da comunidade LGBTI+, que relataram irregularidades na destinação das verbas.

Impactos e Continuidade das Investigações

Os desvios investigados podem ter um impacto significativo na realização de eventos culturais e sociais em Salvador, afetando diretamente a comunidade LGBTI+ e o carnaval da cidade. A exoneração de Léo Kret levanta questões sobre a gestão de recursos públicos e a transparência nas ações do governo municipal.

As investigações ainda estão em andamento, com o Ministério Público apurando todos os detalhes do esquema. A população aguarda por esclarecimentos e a responsabilização dos envolvidos.

Trajetória de Léo Kret

Léo Kret, conhecida como a "dançarina do povo", ganhou notoriedade ao atuar no grupo de pagode baiano Saiddy Bamba. Ela foi a primeira vereadora transexual do Legislativo soteropolitano, conquistando 12.860 votos nas eleições de 2008. Em 2009, Léo Kret obteve na Justiça o direito de usar seu nome social, reconhecendo sua identidade de gênero.

A situação continua a ser monitorada, e a sociedade civil aguarda desdobramentos sobre a investigação e a possível recuperação dos recursos desviados. Para mais informações sobre investigações semelhantes, confira a prisão de Melqui Galvão e o aumento de assassinatos de mulheres em MS.

Perguntas Frequentes

Por que Léo Kret foi exonerada da Prefeitura de Salvador?

Léo Kret foi exonerada devido a uma investigação da 'Operação Sponsor', que apura desvios de verbas públicas destinadas a eventos carnavalescos e à comunidade LGBTI+. A exoneração foi determinada pela Justiça da Bahia.

Quais outros envolvidos foram afastados junto com Léo Kret?

Além de Léo Kret, foram afastados Camila do Nascimento Carmo, Paulo César Vieira da Silva e Rômulo Lima Fontoura, todos relacionados à gestão de recursos para eventos e ações voltadas à comunidade LGBTI+.

Quanto dinheiro foi desviado nas investigações?

As investigações revelaram que mais de R$ 1,1 milhão foram repassados irregularmente, com recursos destinados a eventos em 57 bairros e 18 blocos carnavalescos.

Qual foi a resposta de Léo Kret às acusações?

Léo Kret negou qualquer envolvimento no esquema e afirmou em um vídeo que seu nome foi mencionado de forma inadequada, ressaltando seu caráter e trabalho com a população.

Como os desvios foram realizados segundo as investigações?

Os desvios ocorreram por meio de uma associação de fachada, onde os recursos públicos que deveriam apoiar eventos carnavalescos e ações para a comunidade LGBTI+ foram desviados, beneficiando integrantes da associação.

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