Lhamas apreendidas no Acre eram levadas para feira em Rondônia

Proprietário defende legalidade da origem dos animais e contesta apreensão

G1 — Brasil
📍 Acre
Lhamas apreendidas no Acre eram levadas para feira em Rondônia
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Em resumo

O que aconteceu
Um caminhão com mais de 40 lhamas foi apreendido no Acre durante fiscalização. O proprietário afirma que os animais eram levados para uma feira agropecuária em Rondônia.
Onde aconteceu
BR-364, Acre, Brasil.
Quem foi afetado
Wellington Vieira de Araújo, proprietário das lhamas, contesta a apreensão e defende a legalidade da origem dos animais. Os animais estão sob a custódia de uma ONG.
Impactos
A apreensão levanta questões sobre a documentação de transporte de animais no Brasil. A situação pode afetar a participação do empresário em feiras agropecuárias futuras.
Situação atual
Os animais permanecem em uma propriedade rural sob cuidados de uma ONG. A Justiça Federal deve decidir sobre a destinação dos lhamas em breve.

# Lhamas apreendidas no Acre eram levadas para feira em Rondônia

Na última quarta-feira (20), um caminhão boiadeiro foi apreendido na BR-364, no Acre, transportando mais de 40 lhamas. O empresário Wellington Vieira de Araújo, proprietário dos animais, afirmou que eles estavam a caminho da Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná (RO). Ele defende a legalidade da origem das lhamas, alegando que parte delas nasceu no Brasil.

Apreensão e alegações

A apreensão ocorreu durante uma fiscalização conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal. As autoridades alegaram que os animais não possuíam a Guia de Transporte Animal (GTA), documento essencial para o transporte de animais. Além disso, a PF investiga a possibilidade de que as lhamas tenham sido trazidas da Bolívia ou do Peru.

  • Falta de documentação: A ausência da GTA e de outras autorizações sanitárias foi o principal motivo da apreensão.
  • Fuga do caminhão: O veículo teria ignorado os procedimentos obrigatórios e fugido da abordagem inicial.
  • Investigação em andamento: A PF está apurando a origem dos animais.

Wellington explicou que havia enviado as lhamas ao Acre para divulgação e venda, mas decidiu retornar com elas para Rondônia após conseguir espaço na feira agropecuária. Ele destaca que os animais estavam sendo apresentados em eventos para promover a criação.

Defesa do empresário

O empresário admitiu que os animais estavam sem a GTA, mas contestou a abordagem das autoridades. Ele enfatizou que não acredita que as lhamas tenham entrado ilegalmente no Brasil. “Deveria ter tirado o GTA, mas legalmente não há uma lei que ampare isso”, afirmou.

Wellington já havia enfrentado uma situação semelhante em setembro do ano passado, quando uma carga de alpacas e lhamas foi apreendida em Assis Brasil, no Acre. Naquela ocasião, os animais foram retidos por falta de documentação e foram liberados após 16 dias, por meio de uma decisão judicial.

Situação atual dos animais

De acordo com o empresário, parte das lhamas apreendidas agora são filhotes das que foram retidas anteriormente e nasceram em território brasileiro. Os demais animais teriam sido importados legalmente em 2025. Wellington possui um rancho em Alvorada do Oeste (RO), onde cria alpacas, lhamas, caprinos e ovinos.

Ele afirma que todos os animais têm origem comprovada e está buscando recuperar a guarda deles na Justiça. “Esses animais são meus, já encaminhei a documentação para o juiz. Está tudo correto e aguardamos a decisão”, declarou.

Impactos e desdobramentos

A apreensão levanta questões importantes sobre a documentação necessária para o transporte de animais no Brasil. A situação pode impactar a participação do empresário em futuras feiras agropecuárias. Atualmente, os animais estão sob a custódia de uma ONG e aguardam uma decisão da Justiça Federal sobre sua destinação.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que busca esclarecer todos os detalhes relacionados à origem e ao transporte das lhamas. A expectativa é que a Justiça se pronuncie em breve, definindo o futuro dos animais.

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Perguntas Frequentes

Por que as lhamas foram apreendidas no Acre?

As lhamas foram apreendidas porque o caminhão que as transportava não possuía a Guia de Transporte Animal (GTA), documento essencial para o transporte de animais. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal.

Qual é a alegação do empresário sobre a origem das lhamas?

O empresário Wellington Vieira de Araújo alegou que parte das lhamas nasceu no Brasil e que ele não acredita que os animais tenham entrado ilegalmente no país. Ele defende que não havia uma lei que exigisse a GTA para o transporte.

O que é a Guia de Transporte Animal (GTA)?

A Guia de Transporte Animal (GTA) é um documento que regulamenta o transporte de animais, garantindo que eles estejam em conformidade com as normas sanitárias e de origem. A ausência desse documento foi um dos motivos principais para a apreensão das lhamas.

Qual é a situação atual das lhamas apreendidas?

O empresário afirma que parte das lhamas apreendidas são filhotes das que foram retidas anteriormente e nasceram no Brasil. Ele também menciona que os demais animais teriam sido importados legalmente em 2025.

O que aconteceu em setembro do ano passado com o empresário?

Em setembro do ano passado, Wellington Vieira de Araújo enfrentou uma situação semelhante, quando uma carga de alpacas e lhamas foi apreendida em Assis Brasil, no Acre, por falta de documentação. Os animais foram liberados após 16 dias por meio de uma decisão judicial.

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