Motorista suspeito de atropelar policial rodoviária vai a júri popular
Decisão da Justiça da Bahia permite recurso; vítima faleceu após 10 dias internada

Em resumo
- O que aconteceu
- João Victor Santos é suspeito de atropelar e matar a policial aposentada Martha Maria dos Santos. A decisão da Justiça da Bahia determina que o caso será julgado pelo Tribunal do Júri.
- Onde aconteceu
- O atropelamento ocorreu na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador, Bahia.
- Quem foi afetado
- Martha Maria dos Santos, de 60 anos, era uma policial rodoviária federal aposentada e ativista social. Ela faleceu após dez dias internada, deixando um legado de serviço à comunidade.
- Impactos
- O caso levanta preocupações sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade de motoristas sem habilitação. A morte de Martha Maria também impacta a comunidade de policiais rodoviários e seus projetos sociais.
- Situação atual
- O jovem João Victor aguarda o encerramento do prazo recursal para que a data do júri popular seja definida. A investigação revelou que ele não possuía CNH e tentou ocultar evidências do acidente.
# Motorista suspeito de atropelar policial rodoviária vai a júri popular
João Victor Santos, de 20 anos, será julgado pelo atropelamento que resultou na morte da policial rodoviária aposentada Martha Maria dos Santos, de 60 anos. O incidente aconteceu em Salvador enquanto a vítima treinava para uma corrida, e a Justiça da Bahia decidiu que o caso seguirá para o Tribunal do Júri. A sentença de pronúncia foi favorável à acusação, levantando questões sobre a responsabilidade do motorista e a falta de habilitação.
O acidente
Martha Maria dos Santos faleceu no dia 16 de outubro de 2025, dez dias após ser atropelada na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador. Ela foi socorrida e internada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança, que mostram o carro de João Victor trafegando na contramão e fugindo do local sem prestar socorro à vítima.
- Data do acidente: 6 de outubro de 2025
- Local: Avenida Paulo VI, Pituba, Salvador
- Estado da vítima: Internada em estado grave
A investigação
De acordo com as investigações da Polícia Civil, João Victor estava dirigindo o carro da mãe no momento do atropelamento. Ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e tentou ocultar evidências do acidente. Informações obtidas pela TV Bahia revelaram que o jovem pediu a um amigo para trocar peças do veículo, incluindo o para-brisa, para esconder danos causados pela batida. O carro foi apreendido e passou por perícia.
A mãe do suspeito, cujo nome não foi divulgado, também foi ouvida e afirmou que não autorizou o filho a usar o carro. Após prestar depoimento, ambos deixaram a unidade policial.
Legado de Martha Maria
Martha Maria dos Santos era uma figura respeitada na comunidade, sendo a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Bahia (SINPRF-BA). Além de sua carreira na Polícia Rodoviária Federal, ela estava envolvida em projetos sociais e humanitários, defendendo a dignidade humana e a justiça social. A policial aposentada também era corredora amadora e estava inscrita em várias corridas, incluindo a tradicional Corrida de São Silvestre em São Paulo.
A morte de Martha Maria levanta preocupações sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade de motoristas sem habilitação. O caso impacta não apenas a comunidade de policiais rodoviários, mas também os projetos sociais que ela apoiava.
Próximos passos
João Victor Santos agora aguarda o encerramento do prazo recursal para que a data do júri popular seja definida. A decisão da Justiça da Bahia é um importante passo para a responsabilização no caso e para a busca de justiça pela morte de Martha Maria.
A repercussão deste caso destaca a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a segurança no trânsito e a importância da habilitação para motoristas. A sociedade espera que este julgamento sirva como um alerta para a responsabilidade de todos nas vias públicas.
Palavras-chave: atropelamento, policial rodoviária, júri popular, Salvador, segurança no trânsito, responsabilidade, CNH.
Para mais informações sobre investigações policiais, você pode ler sobre a Polícia Civil investiga morte de 70 animais em Teixeira, PB. Além disso, casos de responsabilidade criminal, como o de um fisiculturista acusado de agressão, também são relevantes para entender o contexto jurídico. Por fim, a discussão sobre segurança e responsabilidade é crucial, como evidenciado em casos de latrocínio em Uberlândia.
Perguntas Frequentes
Qual foi o motivo do atropelamento da policial rodoviária Martha Maria dos Santos?
O atropelamento ocorreu enquanto Martha Maria estava treinando para uma corrida na Avenida Paulo VI, em Salvador. O motorista, João Victor Santos, estava dirigindo na contramão e fugiu do local sem prestar socorro.
João Victor Santos tinha habilitação para dirigir?
Não, João Victor Santos não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no momento do acidente. Ele estava dirigindo o carro da mãe sem autorização.
O que aconteceu com o carro após o acidente?
O carro foi apreendido pela polícia e passou por perícia. João Victor tentou ocultar evidências do acidente, pedindo a um amigo para trocar peças do veículo.
Qual foi o legado de Martha Maria dos Santos?
Martha Maria dos Santos era uma figura respeitada na comunidade, sendo a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Bahia. Ela também estava envolvida em projetos sociais e humanitários, defendendo a dignidade humana e a justiça social.
Quais são os próximos passos no caso de João Victor Santos?
O caso de João Victor Santos seguirá para o Tribunal do Júri, onde ele será julgado pelo atropelamento que resultou na morte de Martha Maria. A sentença de pronúncia foi favorável à acusação, levantando questões sobre a responsabilidade do motorista.


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