Fintechs sob investigação por lavagem de dinheiro de facções criminosas

Operação Carbono Oculto revela movimentações suspeitas de R$ 26 bilhões

G1 — Brasil
📍 Espírito Santo
Fintechs sob investigação por lavagem de dinheiro de facções criminosas
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Em resumo

O que aconteceu
A Receita Federal e o Ministério Público deflagraram a segunda fase da Operação Carbono Oculto. A investigação foca em fintechs que podem ter lavado dinheiro de facções criminosas, incluindo o PCC.
Onde aconteceu
As operações ocorreram em São Paulo e se expandiram para os estados do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Quem foi afetado
As fintechs envolvidas, além de seus clientes, estão sob suspeita de facilitar a lavagem de dinheiro. O crime organizado, especialmente o PCC, é diretamente afetado pelas investigações.
Impactos
A operação pode levar a um endurecimento das regras para fintechs e aumentar a vigilância sobre o sistema financeiro. Além disso, pode impactar a confiança do público em serviços financeiros digitais.
Situação atual
As investigações estão em andamento, com apreensões de documentos e equipamentos eletrônicos. As autoridades prometem aprofundar a análise das movimentações financeiras e das conexões entre as fintechs e o crime organizado.

# Fintechs Sob Investigação por Lavagem de Dinheiro de Facções Criminosas

Na manhã de quinta-feira (28), a Receita Federal e o Ministério Público deram início à segunda fase da Operação Carbono Oculto, em São Paulo. A investigação foca em fintechs suspeitas de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), com movimentações financeiras que somam quase R$ 26 bilhões.

Ação Coordenada em Vários Estados

As operações se concentraram na Faria Lima, um dos principais centros financeiros do Brasil, e se expandiram para os estados do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A força-tarefa envolveu diversas instituições, incluindo a Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral e as polícias Civil e Militar.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio Costa, destacou que a operação revela um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que continua a operar, mesmo sob investigação. Desde a primeira fase da operação, realizada em agosto de 2025, o crime organizado adaptou suas táticas, utilizando laranjas e novas fintechs para ocultar suas atividades ilícitas.

Estruturas de Lavagem de Dinheiro

Os promotores identificaram que o dinheiro proveniente de postos de combustíveis controlados pelo PCC era depositado em contas-bolsão, abertas por instituições de pagamento. Essa prática dificultava a identificação da origem e do destino dos valores.

Desde a mudança nas regras tributárias em agosto de 2025, as fintechs passaram a ser obrigadas a informar à Receita Federal sobre as movimentações financeiras de seus clientes. Essa alteração permitiu a identificação de seis novas instituições de pagamento envolvidas na operação.

  • As fintechs investigadas movimentaram:
  • R$ 26 bilhões em total.
  • Mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo por uma única fintech.
  • Conexões diretas com o PCC e outros grupos criminosos.

Impacto no Sistema Financeiro

O Ministério Público revelou que duas das fintechs têm ligações diretas com o PCC, uma delas ligada a um indivíduo já investigado pela facção. Além disso, a pesquisa aponta que essas fintechs estão sendo utilizadas por diversas organizações criminosas, compartilhando o mesmo espaço financeiro.

João Paulo Gabriel, promotor de Justiça, comentou sobre o fenômeno das convergências criminosas, ressaltando que essas fintechs estão sendo exploradas por múltiplos grupos, o que agrava a situação do crime organizado no Brasil.

Fraudes em Escala

Além das operações financeiras, os investigadores descobriram que o grupo também utilizava produtoras de solventes para emitir notas fiscais falsas. Essas notas eram destinadas a empresas de fachada, enquanto o produto real era desviado para terminais de mistura de nafta com gasolina. A estimativa de fraude com combustíveis chega a R$ 4 bilhões, com uma única empresa emitindo mais de 10 mil notas fiscais fraudulentas.

A Operação Carbono Oculto, portanto, não apenas revela a complexidade das fraudes financeiras, mas também destaca a necessidade de uma vigilância mais rigorosa sobre as fintechs e o sistema financeiro como um todo. As consequências dessa investigação podem resultar em um endurecimento das regras para essas instituições, impactando a confiança do público em serviços financeiros digitais.

A luta contra a lavagem de dinheiro e a corrupção continua, e as autoridades se comprometem a aprofundar as análises das movimentações financeiras e das conexões entre as fintechs e o crime organizado.

Perguntas Frequentes

Quais fintechs estão sendo investigadas na Operação Carbono Oculto?

A operação investiga diversas fintechs suspeitas de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Embora os nomes específicos das fintechs não tenham sido divulgados, a investigação abrange instituições que movimentaram cerca de R$ 26 bilhões.

Como as fintechs estão envolvidas na lavagem de dinheiro?

As fintechs estão sendo utilizadas para ocultar a origem de valores provenientes de atividades ilícitas, como a venda de combustíveis controlados pelo PCC. Elas abriram contas-bolsão que dificultam a rastreabilidade das movimentações financeiras.

Qual foi o impacto das novas regras tributárias sobre as fintechs?

As novas regras tributárias, implementadas em agosto de 2025, obrigaram as fintechs a informar à Receita Federal sobre as movimentações financeiras de seus clientes. Isso permitiu a identificação de seis novas instituições de pagamento envolvidas na operação.

O que a investigação revelou sobre o crime organizado?

A investigação revelou que o crime organizado, especialmente o PCC, adaptou suas táticas para continuar operando, utilizando laranjas e novas fintechs para ocultar suas atividades ilícitas, mesmo sob investigação.

Qual é o papel do Ministério Público na Operação Carbono Oculto?

O Ministério Público, em conjunto com a Receita Federal e outras instituições, coordena a Operação Carbono Oculto para investigar e desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro relacionados a facções criminosas, como o PCC.

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