Polícia Federal transfere 69 ararinhas-azuis da Bahia após descumprimento de biossegurança
Ação visa conter disseminação de circovírus em criadouro no norte da Bahia

Em resumo
- O que aconteceu
- A Polícia Federal transferiu 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs de um criadouro na Bahia. A ação foi motivada por descumprimento de medidas de biossegurança e a confirmação de circovírus entre as aves.
- Onde aconteceu
- Curaçá, Bahia
- Quem foi afetado
- O criadouro Ararinha-Azul foi impactado pela operação, que identificou falhas graves nos protocolos de biossegurança. A situação afeta diretamente a saúde das aves e a conservação da espécie.
- Impactos
- A operação visa conter a propagação do circovírus, considerado altamente contagioso. A transferência das aves para um novo ambiente é crucial para preservar os exemplares não infectados.
- Situação atual
- As ararinhas-azuis estão em quarentena no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga, em Pernambuco. Elas passarão por novos testes e monitoramento para avaliação de saúde.
# Polícia Federal transfere 69 ararinhas-azuis da Bahia para preservar saúde das aves
Uma operação da Polícia Federal resultou na transferência de 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs de um criadouro em Curaçá, na Bahia. A ação foi motivada pelo descumprimento de medidas de biossegurança e pela confirmação de casos de circovírus entre as aves. O circovírus é uma doença altamente contagiosa, mas que não afeta humanos.
Circovírus e suas consequências
O circovírus é um patógeno que pode ser letal para aves, causando danos significativos aos bicos e penas. Desde a detecção do vírus em maio de 2025, a situação foi considerada uma emergência sanitária. A operação faz parte da segunda fase da Operação Blue Hope, que visa conter a propagação do vírus e proteger as aves não infectadas.
De acordo com a Polícia Federal, as aves transferidas testaram negativo para a doença e foram levadas para um ambiente com condições sanitárias adequadas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que, dos 103 exemplares no criadouro, 34 apresentaram resultado positivo para o circovírus.
Quarentena e monitoramento
As 69 ararinhas-azuis agora estão em quarentena no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), em Pernambuco. Neste local, elas passarão por novos testes e monitoramento para avaliação de saúde. A transferência é crucial para preservar a saúde das aves e evitar a disseminação do circovírus.
A operação foi autorizada pela Justiça Federal, que permitiu a entrada das equipes da Polícia Federal e do ICMBio nos imóveis investigados. Durante as investigações, foram identificadas falhas graves nos protocolos de biossegurança do criadouro.
Irregularidades no criadouro
Entre as irregularidades encontradas estavam:
- Falta de limpeza e desinfecção diária das instalações
- Comedouros com acúmulo de fezes ressecadas
- Uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos funcionários
Além disso, trabalhadores foram flagrados utilizando roupas inadequadas, como chinelos e bermuda, durante o manejo das aves. Essas falhas comprometem a saúde das aves e a eficácia das medidas de conservação.
Resposta do criadouro e desdobramentos
Em nota, o criadouro Ararinha-Azul informou que exames laboratoriais recentes indicaram resultado negativo para circovírus nas aves testadas. Desde o início das medidas de enfrentamento ao circovírus, nenhuma ave morreu, segundo o criadouro.
A primeira fase da Operação Blue Hope ocorreu em dezembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Curaçá e Brasília. A operação continua a ser monitorada, com o objetivo de proteger as ararinhas-azuis e garantir a conservação da espécie.
A situação das ararinhas-azuis é um alerta sobre a importância da biossegurança em criadouros e a necessidade de medidas eficazes para proteger a fauna brasileira. Para mais informações sobre a proteção da fauna, veja o artigo sobre a Polícia Civil investiga morte de 70 animais em Teixeira, PB.
Além disso, a situação ressalta a necessidade de vigilância em criadouros, semelhante ao que ocorreu na Justiça nega pedido de insanidade mental de fisiculturista acusado de agressão.
Perguntas Frequentes
Por que a Polícia Federal transferiu as ararinhas-azuis da Bahia?
A transferência das 69 ararinhas-azuis foi realizada devido ao descumprimento de medidas de biossegurança em um criadouro, além da confirmação de casos de circovírus entre as aves. A ação visa preservar a saúde das aves e evitar a propagação do vírus.
O que é o circovírus e quais são suas consequências para as aves?
O circovírus é um patógeno altamente contagioso que pode ser letal para aves, causando danos significativos aos bicos e penas. Desde a detecção do vírus, a situação foi considerada uma emergência sanitária.
Como as ararinhas-azuis estão sendo monitoradas após a transferência?
As ararinhas-azuis foram levadas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga, onde estão em quarentena. Elas passarão por novos testes e monitoramento para avaliação de saúde.
Quais irregularidades foram encontradas no criadouro que levou à operação?
As irregularidades incluíram falta de limpeza e desinfecção diária das instalações, comedouros sujos e uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual pelos funcionários. Essas falhas comprometem a saúde das aves.
Qual foi a resposta do criadouro em relação às alegações de irregularidades?
O criadouro Ararinha-Azul afirmou que exames laboratoriais recentes indicaram resultado negativo para circovírus nas aves testadas e que, desde o início das medidas de enfrentamento ao vírus, nenhuma ave morreu.


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