Júri do Caso Henry Borel: Peritos e Testemunhas Relatam Violência
Depoimentos marcam quinto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros
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Em resumo
- O que aconteceu
- O júri do caso Henry Borel continua com depoimentos de testemunhas que relatam episódios de violência envolvendo Jairinho. Especialistas apresentarão pareceres que contradizem a versão de acidente doméstico.
- Onde aconteceu
- 2º Tribunal do Júri da Capital, Centro do Rio de Janeiro, RJ.
- Quem foi afetado
- Henry Borel, uma criança de 4 anos, foi vítima de violência, resultando em sua morte. Testemunhas, incluindo ex-namoradas de Jairinho, relataram agressões e intimidações.
- Impactos
- O caso mobiliza a opinião pública e gera discussões sobre violência doméstica e a proteção de crianças no Brasil. A repercussão é intensa nas redes sociais e na mídia.
- Situação atual
- O julgamento prossegue com a expectativa de mais depoimentos relevantes. A defesa e a acusação se preparam para apresentar seus argumentos finais nas próximas sessões.
# Júri do Caso Henry Borel: Peritos e Testemunhas Relatam Violência
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, avança para seu quinto dia no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (29), são esperados os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do perito Luiz Carlos Leal Prestes, que apresentarão pareceres técnicos sobre as lesões no corpo da criança. As análises indicam que os ferimentos não são compatíveis com um acidente doméstico, mas sim com agressões físicas.
Depoimentos Impactantes
Até agora, dez das 27 testemunhas foram ouvidas, revelando episódios de violência e intimidação envolvendo Jairinho. Esses relatos têm gerado grande repercussão na sociedade brasileira, mobilizando a opinião pública em torno do caso. Os depoimentos incluem ex-namoradas de Jairinho, que trouxeram à tona experiências de agressões e ameaças.
As testemunhas que já prestaram depoimento incluem:
- Edson Henrique Damasceno
- Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas
- Rafael Bernardon Ribeiro
- Maria Cristina de Souza Azevedo
- Kaylane de Oliveira Duarte Pereira
- Natasha de Oliveira Machado
- Débora Mello Saraiva
- Leila Rosângela de Souza Mattos
- Tereza Cristina dos Santos
- Paloma dos Santos Meireles
Testemunhos de Violência e Intimidação
Na quinta-feira, Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos, filha de Natasha Machado, compartilhou experiências traumáticas que viveu durante o relacionamento com Jairinho. Ela relatou agressões físicas e afirmou que a morte de Henry a fez relembrar episódios que preferia esquecer. "Foi horrível, eu não queria falar isso com ninguém", disse Kaylane, emocionada.
Ela descreveu situações em que Jairinho a agredia, como em uma piscina, onde ele a afundava. Kaylane expressou arrependimento por não ter falado antes, acreditando que poderia ter evitado a tragédia. "Se eu tivesse falado, talvez não chegasse ao que chegou", lamentou a jovem.
A Influência de Jairinho
Natasha de Oliveira Machado, mãe de Kaylane e ex-namorada de Jairinho, também confirmou os relatos de agressões. Ela mencionou que a influência política de Jairinho e de seu pai dificultou que ela denunciasse os abusos na época. "Imaginei que não iria adiantar denunciar na delegacia", afirmou Natasha.
Ela ainda relatou episódios de perseguição e intimidação após o término do relacionamento. Segundo Natasha, Jairinho passou a se comportar de maneira agressiva, chegando a ficar escondido em frente à sua casa. Esses relatos reforçam a gravidade da situação e a necessidade de discutir a violência doméstica no Brasil.
Expectativas para o Julgamento
O julgamento prossegue com a expectativa de mais depoimentos relevantes. A defesa e a acusação se preparam para apresentar seus argumentos finais nas próximas sessões. O caso de Henry Borel não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um alerta sobre a violência contra crianças e a proteção necessária para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. O desfecho desse julgamento será crucial para a sociedade brasileira e para a luta contra a violência doméstica.
Perguntas Frequentes
Qual é o contexto do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros?
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros é sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O caso está sendo analisado no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, e já contou com depoimentos de testemunhas que relatam episódios de violência e intimidação.
Quais são as evidências apresentadas pelos peritos?
Os peritos, como o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva, afirmaram que as lesões no corpo de Henry não são compatíveis com um acidente doméstico, mas sim com agressões físicas. Essas análises são fundamentais para a compreensão das circunstâncias da morte da criança.
Que tipo de testemunhos foram apresentados até agora?
Até o momento, dez das 27 testemunhas foram ouvidas, incluindo ex-namoradas de Jairinho que relataram experiências de agressões e intimidação. Os depoimentos têm gerado grande repercussão na sociedade e mobilizado a opinião pública.
Como a influência política de Jairinho afetou as denúncias de agressão?
Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, mencionou que a influência política dele e de seu pai dificultou que ela denunciasse os abusos. Ela acreditava que a denúncia não teria efeito, o que contribuiu para a perpetuação da violência.
Qual foi o impacto emocional dos depoimentos nas testemunhas?
Os depoimentos têm sido emocionalmente impactantes, como o de Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, que relatou experiências traumáticas e expressou arrependimento por não ter falado antes. Ela acredita que sua voz poderia ter ajudado a evitar a tragédia.



