Prefeito e ex-prefeito de Sertãozinho são condenados a ressarcir R$ 3,5 milhões
Decisão judicial determina perda de direitos políticos por improbidade administrativa

Em resumo
- O que aconteceu
- O prefeito Zezinho Gimenez e o ex-prefeito Nério Costa foram condenados por improbidade administrativa. Eles devem ressarcir R$ 3,5 milhões ao erário público.
- Onde aconteceu
- Sertãozinho, São Paulo
- Quem foi afetado
- Os cofres públicos foram afetados pela má gestão dos recursos destinados ao CIAP. A população de Sertãozinho também pode ser impactada pela falta de serviços adequados nas áreas de saúde e educação.
- Impactos
- A condenação pode resultar em restrições para os réus em contratações com o poder público. Além disso, a situação pode gerar desconfiança na gestão pública local.
- Situação atual
- A Prefeitura ainda não recebeu notificação formal da sentença e a defesa de Gimenez já recorreu. O caso ainda pode passar por instâncias superiores.
# Prefeito e ex-prefeito de Sertãozinho condenados a ressarcir R$ 3,5 milhões
A Justiça de Sertãozinho, SP, decidiu condenar o atual prefeito Zezinho Gimenez e o ex-prefeito Nério Costa a ressarcir R$ 3,5 milhões aos cofres públicos. A sentença, proferida pelo juiz Leopoldo Vilela de Andrade da Silva Costa, foi baseada em irregularidades nas parcerias com o Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP) nas áreas de saúde e educação. Além do ressarcimento, os réus também perderão os direitos políticos por quatro anos.
Irregularidades e Falta de Fiscalização
O juiz destacou a ausência de fiscalização e controle sobre os recursos públicos repassados ao CIAP, que totalizaram R$ 25,7 milhões. Desses, R$ 16,4 milhões não tiveram sua aplicação comprovada. A decisão enfatiza que os réus contribuíram para um ambiente administrativo que favoreceu a lesão ao erário, sem uma análise crítica dos dados apresentados pela entidade.
A ação foi movida em 2013 pelo Ministério Público, e os acordos com o CIAP foram firmados em 2005 e 2006, durante a gestão de Gimenez, e continuaram na administração de Costa. Auditorias do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontaram diversas irregularidades financeiras e estruturais.
Consequências da Decisão
Além do ressarcimento de R$ 3,5 milhões, a condenação impõe restrições significativas aos réus:
- Perda dos direitos políticos por quatro anos
- Proibição de contratar com o poder público
- Impedimento de receber benefícios ou incentivos fiscais
O CIAP e seu dirigente também foram condenados a pagar multa civil em dobro, refletindo a gravidade das irregularidades encontradas.
Reação da Prefeitura e dos Réus
A Prefeitura de Sertãozinho ainda não recebeu a notificação formal da sentença. Em nota, informou que a decisão não indica dolo ou má-fé. A defesa do prefeito Gimenez já recorreu, alegando que não houve intenção de causar prejuízo e que os serviços foram prestados à população, com resultados positivos nas áreas conveniadas.
A situação gera preocupações sobre a gestão pública local e pode impactar diretamente a população de Sertãozinho, que depende dos serviços nas áreas de saúde e educação. A falta de fiscalização adequada e o uso indevido de recursos públicos levantam questões sobre a confiança da comunidade nas autoridades locais.
Próximos Passos
O caso ainda pode ser analisado em instâncias superiores, e a defesa dos réus busca reverter a decisão. A continuidade do processo pode trazer mais desdobramentos, tanto para os envolvidos quanto para a administração pública da cidade.
A condenação é um alerta sobre a importância da transparência e da responsabilidade na gestão dos recursos públicos, essencial para garantir o bem-estar da população e a integridade das instituições.
Perguntas Frequentes
Quais foram as consequências da condenação do prefeito e ex-prefeito de Sertãozinho?
Além do ressarcimento de R$ 3,5 milhões, os réus perderão os direitos políticos por quatro anos, estarão proibidos de contratar com o poder público e não poderão receber benefícios ou incentivos fiscais.
Por que o prefeito e o ex-prefeito foram condenados?
A condenação se deu devido a irregularidades nas parcerias com o Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP), onde não houve fiscalização adequada dos recursos públicos, resultando em R$ 16,4 milhões sem comprovação de aplicação.
Quando a ação foi movida e quais gestões estão envolvidas?
A ação foi movida em 2013 pelo Ministério Público, envolvendo acordos firmados em 2005 e 2006 durante a gestão do prefeito Zezinho Gimenez e continuados na administração do ex-prefeito Nério Costa.
Qual foi a reação da Prefeitura de Sertãozinho à decisão judicial?
A Prefeitura ainda não recebeu a notificação formal da sentença e informou que a decisão não indica dolo ou má-fé, defendendo que os serviços prestados à população tiveram resultados positivos.
O que pode acontecer com a gestão pública local após essa condenação?
A condenação levanta preocupações sobre a gestão pública em Sertãozinho e pode impactar diretamente a população, que depende dos serviços nas áreas de saúde e educação, além de gerar desconfiança nas autoridades locais.


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