Rodoviários de Manaus paralisam atividades contra escala 6x1
Movimento busca fim da jornada de trabalho que impõe seis dias de trabalho seguidos

Em resumo
- O que aconteceu
- Rodoviários de Manaus paralisaram suas atividades nesta manhã, reivindicando o fim da escala 6x1. O movimento causou interrupções significativas no transporte público da cidade.
- Onde aconteceu
- Manaus, Amazonas
- Quem foi afetado
- Motoristas e cobradores de ônibus foram os principais participantes da paralisação. O ato impactou milhares de passageiros que dependem do transporte público para se deslocar.
- Impactos
- A paralisação comprometeu a circulação de ônibus, especialmente nas áreas centrais e nas linhas que atendem o Polo Industrial. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que medidas emergenciais foram adotadas para minimizar os efeitos sobre os usuários.
- Situação atual
- O movimento continua em andamento, com os organizadores aguardando respostas sobre suas reivindicações. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6x1 está em discussão no Congresso, com expectativa de votação em breve.
# Rodoviários de Manaus paralisam atividades contra escala 6x1
Rodoviários de Manaus realizaram uma paralisação nesta quarta-feira (27) em protesto contra a escala 6x1, que exige trabalho de seis dias consecutivos para um dia de folga. O ato, organizado pelo Sindicato dos Rodoviários, afetou significativamente o transporte público na cidade, especialmente nas rotas que atendem o Polo Industrial de Manaus.
Motivos da Paralisação
O movimento, que começou por volta das 6h, comprometeu a circulação de ônibus na região central e nas linhas que atendem o Polo Industrial. Os motoristas e cobradores de ônibus estão exigindo o fim desse modelo de escala, que consideram exaustivo e prejudicial à saúde. Além disso, os manifestantes expressaram apoio ao governo federal e pressionaram o Congresso em relação a projetos que garantem direitos aos trabalhadores.
- Aumento da carga de trabalho sem compensação adequada.
- Apoio a projetos de lei que beneficiam os trabalhadores.
- Pressão para que o Congresso vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6x1.
Impacto no Transporte Público
A paralisação causou transtornos para milhares de passageiros que dependem do transporte público. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pela mobilização, que ocorreu sem aviso prévio. A entidade ressaltou que a paralisação desrespeita uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que determina a manutenção mínima da operação do transporte coletivo, considerado um serviço essencial.
Em resposta, o Sinetram adotou medidas emergenciais para minimizar os impactos, como remanejamento operacional e adequação de linhas. O objetivo é restabelecer a normalidade do serviço o mais rápido possível.
Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
A PEC que visa o fim da escala 6x1 está em discussão no Congresso e promete mudanças significativas na jornada de trabalho. O relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou um parecer que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
As principais mudanças propostas incluem:
- Duração do trabalho normal limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais.
- Exceções para compensações de horários conforme acordo ou convenção coletiva.
- Implementação gradual da redução da jornada em até 14 meses após a promulgação.
O fim da escala 6x1, garantindo ao menos duas folgas semanais, deve entrar em vigor 60 dias após a promulgação da PEC. O período de transição foi um ponto de intensa discussão, com empresários solicitando tempo para se adequar às novas regras.
Situação Atual
O movimento de paralisação continua, com os organizadores aguardando respostas sobre suas reivindicações. A expectativa é que a votação da PEC ocorra em breve, o que pode trazer mudanças significativas para os trabalhadores do setor. A mobilização reflete a crescente insatisfação com as condições de trabalho e a luta por direitos mais justos para os profissionais de transporte em Manaus. Para entender mais sobre a pressão política em torno de projetos de lei que beneficiam os trabalhadores, veja o artigo sobre o Ministro da Justiça esclarece caso Ramagem na Câmara dos Deputados. Além disso, a situação atual dos direitos trabalhistas no Brasil pode ser melhor compreendida ao ler sobre a OAB-PR solicita afastamento de desembargador por suspeita de corrupção.
Perguntas Frequentes
Por que os rodoviários de Manaus paralisaram as atividades?
Os rodoviários de Manaus paralisaram as atividades em protesto contra a escala 6x1, que exige trabalho de seis dias consecutivos para um dia de folga. Eles consideram essa carga de trabalho exaustiva e prejudicial à saúde.
Qual foi o impacto da paralisação no transporte público?
A paralisação causou transtornos significativos para milhares de passageiros, afetando a circulação de ônibus, especialmente nas rotas que atendem o Polo Industrial de Manaus. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) foi pego de surpresa e teve que adotar medidas emergenciais.
O que é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à escala 6x1?
A PEC em discussão no Congresso visa o fim da escala 6x1 e propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Ela também limita a duração do trabalho normal a oito horas diárias.
Quais são os principais pontos da PEC que está sendo discutida?
Os principais pontos da PEC incluem a limitação da jornada de trabalho a oito horas diárias e 40 horas semanais, exceções para compensações de horários conforme acordos coletivos, e a implementação gradual da redução da jornada em até 14 meses após a promulgação.
Como o Sinetram reagiu à paralisação dos rodoviários?
O Sinetram reagiu à paralisação adotando medidas emergenciais, como remanejamento operacional e adequação de linhas, com o objetivo de restabelecer a normalidade do serviço de transporte público o mais rápido possível.


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