Tutora processa hospital veterinário após injeção acidental
Caso ocorreu em Vinhedo (SP) e tramita na Justiça com pedido de indenização

Em resumo
- O que aconteceu
- Uma tutora de cachorra processou um hospital veterinário após receber uma injeção acidental em seu braço. O erro ocorreu durante um atendimento em janeiro de 2024.
- Onde aconteceu
- Vinhedo, São Paulo
- Quem foi afetado
- A tutora da cachorra Olívia foi a principal afetada, sentindo dor e ardência após a injeção. Ela busca reparação por danos materiais e morais na Justiça.
- Impactos
- O incidente gerou complicações de saúde para a tutora, que precisou de atendimento médico adicional. O caso também levantou questões sobre a responsabilidade de hospitais veterinários.
- Situação atual
- O processo judicial está em andamento na 1ª Vara Cível de Vinhedo. A clínica veterinária se defende, alegando que o caso foi isolado e que não houve citação formal até o momento.
# Tutora processa hospital veterinário após injeção acidental
Uma tutora de cachorra entrou na Justiça contra um hospital veterinário após receber, por engano, uma injeção em seu braço durante um atendimento. O incidente ocorreu em janeiro de 2024, no Hospital Veterinário PetSon, em Vinhedo, São Paulo. A veterinária, ao tentar aplicar um medicamento na cachorra Olívia, injetou acidentalmente um antibiótico no braço da tutora. O caso já tramita na 1ª Vara Cível da cidade, com um pedido de indenização de R$ 52.357,18 por danos materiais e morais.
O que aconteceu?
O episódio ocorreu na noite de 13 de janeiro, quando a tutora levou sua cachorra Olívia ao hospital veterinário devido a dores intensas em uma das patas. Durante o atendimento, a veterinária sugeriu a aplicação de medicamentos injetáveis. No entanto, enquanto a cachorra estava no colo da tutora, a profissional cometeu o erro de injetar o conteúdo da seringa no braço da mulher.
Após o incidente, a tutora relatou que sentiu dor e ardência imediatas. Para tratar a reação, ela procurou atendimento na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação para conter a reação alérgica. Dias depois, buscou ajuda no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde continuou o tratamento com antibióticos e corticoides devido ao edema que se formou em seu braço.
Registro e consequências do incidente
O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa, uma vez que a veterinária não teve a intenção de causar dano. A profissional reconheceu o erro e informou que o medicamento aplicado era enrofloxacino, indicado para uso veterinário. A investigação resultou em um termo circunstanciado, e a veterinária firmou um acordo com o Ministério Público, pagando um salário mínimo como prestação pecuniária.
No processo, a tutora pede:
- R$ 2.357,18 para cobrir despesas médicas, exames e medicamentos;
- R$ 50 mil por danos morais, alegando dor, abalo emocional e falha na prestação do serviço.
A defesa do hospital veterinário
O advogado da tutora, Flávio Bizzo Grossi, expressou sua tristeza pela necessidade de acionar a Justiça para buscar reparação. Ele afirmou que o processo está em andamento e que as manifestações pertinentes ocorrerão nos autos processuais.
Por outro lado, a defesa do Hospital Veterinário PetSon, representada pela advogada Fernanda Marques Jesus Fernandes de Oliveira, enfatizou que o caso foi um episódio isolado. A clínica, com mais de 13 anos de atuação, destacou que não houve citação formal até o momento e que o atendimento ao cliente sempre foi uma prioridade.
Reflexões sobre o caso
Este incidente levanta questões importantes sobre a responsabilidade dos hospitais veterinários e os cuidados necessários durante os atendimentos. A expectativa é que o desfecho do processo ajude a esclarecer as responsabilidades e a importância da segurança no atendimento veterinário. O caso também serve como alerta para tutores de animais de estimação sobre a importância de garantir que procedimentos sejam realizados de forma segura e adequada.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com a tutora e o hospital veterinário?
A tutora de uma cachorra processou o Hospital Veterinário PetSon após receber acidentalmente uma injeção em seu braço durante o atendimento da sua pet. O incidente ocorreu quando a veterinária, ao tentar aplicar um medicamento na cachorra, injetou um antibiótico no braço da tutora.
Quais foram as consequências para a tutora após a injeção acidental?
Após a injeção acidental, a tutora sentiu dor e ardência imediatas e procurou atendimento na Santa Casa de Vinhedo. Ela recebeu medicação para conter a reação alérgica e, posteriormente, continuou o tratamento no Hospital Sírio-Libanês devido ao edema que se formou em seu braço.
Qual é o valor da indenização que a tutora está pedindo?
A tutora está pedindo uma indenização total de R$ 52.357,18, sendo R$ 2.357,18 para cobrir despesas médicas e R$ 50 mil por danos morais, alegando dor e abalo emocional.
Como o hospital veterinário se defendeu no caso?
A defesa do Hospital Veterinário PetSon, representada por uma advogada, afirmou que o caso está sendo tratado nos autos processuais. O advogado da tutora expressou tristeza pela necessidade de acionar a Justiça para buscar reparação.
O que foi registrado na Polícia Civil sobre o incidente?
O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa, pois a veterinária não teve a intenção de causar dano. A profissional reconheceu o erro e firmou um acordo com o Ministério Público, pagando um salário mínimo como prestação pecuniária.
