Violência sexual é responsável por 45,5% das agressões a meninas de 10 a 14 anos
Atlas da Violência revela aumento alarmante de notificações de abuso infantil no Brasil

Em resumo
- O que aconteceu
- O Atlas da Violência 2026 revelou que 45,5% das notificações de agressão a meninas de 10 a 14 anos são de violência sexual. O aumento de casos entre 2023 e 2024 destaca uma crise de proteção infantil no Brasil.
- Onde aconteceu
- Brasil, com dados abrangendo todo o território nacional.
- Quem foi afetado
- Meninas de 10 a 14 anos são as mais afetadas, representando 86,9% das vítimas de violência sexual. Crianças e pré-adolescentes entre 5 e 14 anos concentram 66% dos casos registrados em 2024.
- Impactos
- O aumento das notificações indica uma crise na proteção infanto-juvenil e expõe a fragilidade das políticas públicas voltadas para meninas e mulheres. A violência ocorre majoritariamente no ambiente familiar, dificultando a denúncia.
- Situação atual
- A situação atual requer ações imediatas para fortalecer políticas de proteção e educação sexual. Especialistas alertam para a necessidade de combater a cultura do estupro e promover a igualdade de direitos entre gêneros.
# Violência Sexual é Responsável por 45,5% das Agressões a Meninas de 10 a 14 Anos
Dados alarmantes do Atlas da Violência 2026, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que a violência sexual representa 45,5% das notificações de agressão contra meninas de 10 a 14 anos no Brasil. Entre 2023 e 2024, houve um aumento significativo nas notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes, com a faixa etária de 5 a 14 anos sendo a mais afetada.
Aumento das Notificações
As estatísticas mostram um crescimento preocupante nos casos de violência sexual:
- Primeira infância (0 a 4 anos): notificações subiram de 7.315 em 2023 para 7.845 em 2024.
- Crianças e pré-adolescentes (5 a 14 anos): saltaram de 26.125 para 29.135 casos no mesmo período.
- Adolescentes (15 a 19 anos): registros aumentaram de 6.124 para 6.869.
Entre 2014 e 2024, o número de notificações quadruplicou. Esses dados expõem uma crise de proteção infanto-juvenil que afeta desproporcionalmente meninas, com a maioria dos casos ocorrendo no ambiente familiar, que deveria ser o mais seguro.
Desigualdade de Gênero
A violência sexual é a forma de agressão que apresenta a maior disparidade de gênero no Brasil. Em 2024, 86,9% das vítimas eram meninas, enquanto apenas 13,1% eram meninos. Essa assimetria indica que o crime está enraizado em relações de poder e normas sociais que fragilizam as meninas desde a infância.
Juliana Brandão, coordenadora temática do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destaca a insegurança enfrentada por meninas e mulheres na sociedade. Ela afirma que a ausência de políticas públicas focadas na promoção dos direitos das meninas e mulheres contribui para a normalização da violência sexual e a culpabilização das vítimas.
Ambiente Familiar como Principal Local de Violência
Diferente da violência letal, que ocorre em vias públicas, a violência não-letal contra crianças é predominantemente doméstica. Entre crianças de 0 a 4 anos, 67,3% das agressões ocorreram em casa entre 2014 e 2024. Mesmo na adolescência, a residência continua sendo o local de quase metade (49%) das notificações.
Juliana ressalta que, na maioria das vezes, o agressor é alguém do círculo íntimo da vítima, o que dificulta o reconhecimento e a denúncia da violência. Essa realidade reforça a necessidade urgente de fortalecer políticas de proteção e educação sexual.
A Necessidade de Ações Imediatas
A situação atual demanda ações imediatas para garantir a proteção das meninas e adolescentes. Especialistas alertam para a importância de combater a cultura do estupro e promover a igualdade de direitos entre gêneros. O fortalecimento de políticas públicas eficazes é crucial para criar um ambiente seguro e acolhedor para todas as crianças.
Neste cenário, é fundamental que a sociedade se una para enfrentar essa grave questão e garantir um futuro mais seguro para as próximas gerações. Para mais informações sobre a importância de políticas públicas, veja o artigo sobre corrupção que pode impactar a segurança pública. Além disso, a OAB-PR está atenta a questões de justiça que podem influenciar a proteção das vítimas.
Perguntas Frequentes
Qual é a porcentagem de agressões sexuais contra meninas de 10 a 14 anos no Brasil?
A violência sexual representa 45,5% das notificações de agressão contra meninas de 10 a 14 anos no Brasil, conforme dados do Atlas da Violência 2026.
Como estão as notificações de violência sexual entre crianças e adolescentes?
Entre 2023 e 2024, as notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram significativamente, passando de 26.125 para 29.135 casos na faixa etária de 5 a 14 anos.
Qual é a principal causa da desigualdade de gênero na violência sexual?
A desigualdade de gênero na violência sexual é evidenciada pelo fato de que, em 2024, 86,9% das vítimas eram meninas, indicando que o crime está enraizado em relações de poder e normas sociais que fragilizam as meninas desde a infância.
Onde ocorrem a maioria das agressões contra crianças?
A maioria das agressões não-letais contra crianças ocorre no ambiente familiar, com 67,3% das agressões a crianças de 0 a 4 anos ocorrendo em casa entre 2014 e 2024.
Quais ações são necessárias para combater a violência sexual contra meninas?
É urgente implementar políticas de proteção e educação sexual para garantir a segurança de meninas e mulheres, além de promover os direitos delas na sociedade.


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